
Atualmente, depois de terminar FFXIII lá, pra idos de Maio, não peguei mais nada a sério para jogar, bem, pelo menos até semana passada.
Como andei fuçando alguns CDs meus aqui em casa, acabei encontrando essa pérola: Ys: The Oath in Falghana para PC (Sim, meus queridos amigos, todo mundo que me conhece sabe que eu não sou fã de jogar no PC [Com exceção dos emuladores é lógico]). Muito menos um PC-Gamer Hardcore.
O maior problema, não era “jogar NO PC”, tenho monitor de 19 (e fazendo planos para um de 24 FullHD), poltrona confortável e joystick. Mas sim os JOGOS!
Jogos de PC, AKA W-RPG, FPSs e MMOs (Com exceção de alguns RTSs) nunca me agradaram, e como eles são a maioria, para mim o PC sempre foi uma plataforma morta para jogos.
Mas o que acontece quando se tem um bom J-RPG, totalmente Old School, com gráficos 3D que podem não ser o limite da tecnologia, mas lindos de morrer?
Temos um Richter muito feliz e satisfeito!
Assim está sendo com Ys: Oath in Falghana, um RPG totalmente Old shool à lá Zelda, ou seja, Action RPG de primeira!
Antes de tudo, aconselho à lerem o artigo que eu escrevi sobre a Nihon Falcom e a Saga Ys, para maior entendimento. Ys: The Oath in Falghana é na verdade um remake de Ys III: Wonders from Ys, melhorado em uns 200%
História:
História está idêntica ao original, ou seja após Adol e Dogi Salvarem o Mundo de Ys , eles encontraram uma caravana, em que uma cigana mostra o futuro deles numa bola de cristal, onde uma grande tragédia está para acontecer, próxima a cidade Natal de Dogi, Redmont. Cabe aos dois heróis irem investigar.
Assim que chegam às redondezas, alguns monstros partem para atacar Dogi, enquanto Adol, ouve um grito de mulher e sai em disparada para ajudar, e assim acaba conhecendo Elena, uma amiga de infância de Dogi.
Após salvá-la, eles descobrem que não chegaram em uma boa hora, pois toda a região de Falghana está sendo atacada por monstros. Contar mais é estragar a surpresa!
Assim começa o enredo desse jogo maravilhoso, não espere grandes reviravoltas, nem acontecimentos bombásticos de virar a cabeça, logo no começo, o jogo deixa bem claro, qual é o seu objetivo e vilões, a história se desenrola de maneira simples, mas deliciosa, tal como um bom J-RPG deve ser.
Gráficos:

Remake totalmente em 3D para PC de Ys III, melhorado em 200%
Uns dos pontos mais altos do jogo (Juntamente com a fantástica trilha sonora), apesar de simples, para os padrões atuais, e até mesmo para a época que o jogo foi lançado, são estupidamente bem feitos e detalhados. O jogo é totalmente em 3D, mas com uma perspectiva 2D, que remete aos clássicos da época de ouro dos 16 Bits. (O Ys III original era Ação Side Scrooling) Percebe-se que ouve um trabalho muito bem feito por parte dos designs da Falcom, provando que não é necessário nenhum hardware absurdo para se fazer um jogo bonito.
A Nihon Falcom foi corajosa, ao lançar um jogo em pleno ano de 2005, épocas em jogos em HD ganhava o mercado, com gráficos que parecem terem saídos de um PSOne anabolizado, ou um PS2 com preguiça!
YsF, provavelmente irá rodar com folga em qualquer PC atual, até mesmo os mais simples e/ou um pouco mais antigo.
E de quebra o jogo conta um excelente trabalho de arte, no que cerne o design dos personagens e cenas em Anime, tudo muito bem feito e caprichado ao extremo!
Músicas:
Com certeza, uma das melhores trilhas sonora já feita para um jogo. Cada faixa esbanja qualidade, tanto em reprodução, quanto composição. A Música tema gruda na cabeça, enquanto outras tem um apelo clássico orquestrado e guitarras distorcidas, um casamento perfeito, encaixando-se perfeitamente com o aclima e ambientação passado pelo jogo.
Jogabilidade:
Quem já teve a portunidade de jogar os jogos mais antigos da série, sabe que Adol, não possuía um botão de ataque, os danos eram causados nos inimigos, literalmente os atropelando, era um tanto estranho até, visto que nunca se sabia quem realmente estava atacando ou recebendo dano.
Aqui, Adol, não só ganhou um botão de ataque, como também ficou bem “Berserker”, além de ganhar novas habilidades, com certos braceletes, ainda tem o modo “Boost”, que faz com que Adol destroce qualquer criatura que se colar entre ele e sua espada!
Os controles são precisos e respondem muito bem aos comando. Mas apesar de toda melhoria e evolução na jogabilidade, não espere um jogo fácil! As armas e armaduras custam, uma verdadeira fortuna, e conforme se vai evoluindo, menos experiência se ganha, por exemplo, se um monstro X te dá 50 pontos de exp. Após subir de nível, esse mesmo monstro vai te dar cada vez menos experiência, ou seja, se estiver tendo problemas em uma dungeon, o jeito é juntar dinheiro e comprar uma armadura melhor.
Também se podem melhorar as que você já tem no ferreiro, mas a melhora é muito sutil!
Resumindo:
Ys: The Oath in Falghana, pode-se dizer, juntamente com seus companheiros Ys VI e Ys: Origins (este ainda somente em japonês), foi simplesmente o MELHOR RPG para PC em que eu já pus às mãos. A Nihon Falcom fez um trabalho excelente nesse Remake. Infelizmente o jogo nunca foi lançado no Ocidente oficialmente, mas o mesmo conta com uma excelente tradução Fan-made na internet, feita pelo NIGHTWOLVE o mesmo cara que traduziu os também excelentes Ys I&II Eternal!
Se você é fã do gênero, e assim como eu sempre achou que o PC fosse uma plataforma morta para jogos do gênero, YsF pode mudar sua opinião!

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Podia postar no review aí onde baixar ou algo assim!
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