O Gênero nasceu e ganhou força nos consoles da Nintendo:
Mesmo que muitos não gostem do estilo de certos RPGs da Nintendo, não se pode negar a importância dela no ramo os RPGs Eletrônicos. O que seria do gênero se não fosse o Nintendinho? Os maiores nomes do mundo dos RPGs surgiram nos console de 8 Bits. Final Fantasy e Dragon Warrior (Dragon Quest), os maiores clássicos do gênero, surgiram no NES, em meado dos anos 80. No Super NES, games como Chrono Trigger, Secret of Mana e Breath of Fire ganharam força. Já o Game Boy foi o lar do multimilionário Pokémon. E os exemplos vão longe, vamos voltar no tempo?
Nintendo 8-bit - O Começo de tudo:
Alguém já ouviu falar em RPGs com enredos para o Atari? Pois bem, antes do NES eles não existiam para os videogames. Os fãs eram obrigados a recorrer aos jogos de computadores (pouco acessível na época), mas não havia nada para ser jogado com um bom joystick e uma TV. Foi nesse cenário que, em 1986, Dragon Quest apareceu. O primeiro RPG para consoles alcançou tanto sucesso que rendeu mais quatro episódios, lançados em intervalos de um ano cada. E não era para menos: o jogo trazia personagens ilustrados por Akira Toriyama, que estourou na época com as séries Dr. Slump e Dragon Ball, além de um enredo, simples, porém inovador. Esse sucesso garantiu que as quatro versões de Dragon Quest fossem lançadas no Ocidente, sob o título de Dragon Warrior.
Logo depois, uma empresa que até então havia experimentado apenas fracassos e estava à beira da falência, resolveu dar sua última cartada: um RPG na linha de Dragon Quest, mas com um novo sistema de jogo e a possibilidade de controlar um grupo todo. Estamos falando da SquareSoft e seu primeiro game da série Final Fantasy. A partir de então, dezenas de novos títulos foram lançados, como Fire Emblem e Y’s. Os RPGs viraram febre no Japão. Tanto que não é errado dizer que um console não sobrevive por lá coso não conste em seu acervo alguns bons RPGs!
Super NES – A consagração:
O Nintendinho pode ter sido o berço, mas foi no Super NES que os RPGs ganharam o mundo. Foram lançados mais de 250 jogos do gênero para o console de 16-Bit, a grande maioria exclusivamente no Japão. Poucos foram os títulos lançados tanto no Ocidente quanto no Oriente, e por causa disso acabamos perdendo obras de arte, tais como Bahamut Lagoon, Albert Odissey, Romancing SaGa e Tales of Phantasia.
Foi no Super NES também que o gênero se diversificou. Começaram a surgir mais RPGs estratégicos e outros mais voltados para a ação. Legend of Gaia, Secret of Mana e Terranigma são alguns dos melhores exemplos de “Action-RPG”. As séries Ogre Battle Saga, Langrisser e Front Mission nasceram no console e, mesmo que alguns de seus episódios não tenham saído no Ocidente, tornaram-se cultuados por fãs de todo o mundo.
E foi graças ao Super NES que a SquareSoft (atual Square Enix) virou a gigante que é hoje. Seus games vendiam como água e facilmente ganhavam o status de clássicos absolutos. Final Fantasy III (VI, no Japão, onde foi originalmente lançado) e Chrono Trigger são exemplos desse sucesso.
Game Boy – Pegue todos:
Ao mesmo tempo que o Super NES reinava nos RPGs, o Game Boy também fazia sua parte. Apesar de carregar o estigma de jogos simples e rápidos demais, alguns bons games foram lançados, principalmente depois do lançamento do GBC. Toda a série Saga e o predecessor de Secret of Mana (Seiken Densetsu II), Seiken Densetsu, iniciaram suas carreiras no portátil, sob os bizarros nomes de Final Fantasy Legends (Saga) e Final Fantasy Adventure (Seiken Densetsu). Vale ressaltar que ambos não faziam parte da cronologia oficial de Final Fantasy – eles só carregam o nome de seu “parente” mais famoso, por questões de Marketing.
Mesmo que muitos bons RPGs tenham aparecido, não dá para negar que o nome mais forte do portátil até hoje é Pokémon. Este foi o primeiro RPG voltado exclusivamente para combates, no qual os jogadores treinavam seus próprios monstrinhos para enfrentar outros treinadores no mundo real. É também, de longe, o mais complexo dos RPGs portáteis já lançados. Cada um dos Pokémons tem atributos próprios, aprendem golpes por cruzamentos e outras maluquices para deixar qualquer fã entretido por anos. Resultado: o game vendeu mais de dez milhões de unidades só das versões Red, Blue e Yellow. Já as versões Gold, Silver e Crystal chegaram a oito milhões de unidades vendidas e ficaram no topo da lista de mais vendidos do ano de 2000.
PSOne – 32-bit e uma enorme variedade de RPGs:
O PSOne surgiu com uma interface inovadora e gráficos melhores, e isso atraiu um enorme número de RPGs. Além de muitos remakes, dentre os quais se destacam toda a série Final Fantasy do I ao VI (com exceção do III japonês), foi o berço de grandes séries e da continuação de muitas outras.
Final Fantasy ganhou suas versões VII, VIII e IX, além de ter retomado a contagem de acordo com os lançamentos no Japão, Secret of Mana II (Seiken Densetsu III) ganhou sua continuação, sob o título de Legend of Mana, de Chrono Trigger surgiu Chrono Cross, a série Breath of Fire continuou com o episódio III e o IV, o mais inovador e fantástico da série, e muitos outros surgiram, tais como Legend of the Dragoon, Saga Frontier I&II, os Remakes de LUNAR Silver Star e Eternal Blue, dentre vários outros, que com certeza fizeram sua historia no console!
E o PS2 Também não fica atrás:
O que acontece quando se tem em mãos uma plataforma de 128 Bits, capaz de renderizar em tempo real gráficos 3D complexos até então só visto nos PCs top de linha da época?
Pois bem, acompanhado do sucesso de seu antecessor, o PS2 também ostentava uma variedade enorme de títulos. Series novas como Kingdom Hearts, despertava trazendo um sistema de jogo inovador e interessante, além de mesclar conteúdos de dois mundos completamente distintos. Final Fantasy X, foi uma evolução, pela primeira vez na série os personagens tinham vozes, e todo o cenário era renderizado em tempo real. Foi no PS2 também que a série ganhou seu primeiro episódio totalmente Online! Final Fantasy XII foi uma revolução, apresentando um sistema de batalhas remodelado, e enredo mais maduro. Dragon Quest VIII pela primeira estreava em um episodio totalmente 3D, mas sem perder a simplicidade e o charme que consagrou a série. Tales of Legendia e Tales of Abyss também deram as caras em versão Ocidental, algo pouco comum nessa série! Valkyrie Profile 2 apresentava gráficos absurdamente bem feitos, e vários outros jogos promissores tais como Dark Cloud I&II também surgiram!
É lógico que existem muito mais jogos e séries que não foram citados, como Phantasy Star por exemplo, clássico RPG da SEGA, que também tem sua parcela na historia no mundo dos games, no entanto a intenção não era de citar todos os games disponíveis em todos os consoles, e sim aqueles que foram considerados o pilar, nesse estilo de game com batalhas simuladas, visitas a cidades, e exploração de Dungeons.
- Richter Belmont -
parabéns… excelente artigo!!!
RPGs são realmente fascinantes xD