Rhapsody – A Musical Adventure


rhapsody_logoData de Lançamento: 2000
Genero: RPG
Plataforma: PlayStation/Nintendo DS

Jogadores: 1
Língua: Inglês/Japonês
Produtora:
Nippon Ichi Software
Destribuídora: Atlus Co.

Rhapsody – A musical Adventure é o típico RPG “no sence” japonês, não sendo difícil descobrir o que tem de ser feito! Está longe de ser o RPG ideal, mas é no mínimo diferente! É um jogo em que se torna divertido, não por ser excelente, mas sim por suas bizarrices!

História:

KururuRhapsody, como o nome sugere, é praticamente um musical interativo (antes que alguém pense, não! O jogo não tem nada a ver com a banda italiana de Power Metal Sinfônico: Rhapsody of Fire) Aliás, de Metal mesmo o jogo não tem nada! Mas voltando ao assunto, trazer boas canções em jogos eletrônicos tem virado praxe, desde o advento do CD como mídia para jogos, mas Rhapsody – A Musical adventure, vai muito além de algumas faixas cantadas no decorrer da história! Que, aliás, é bastante simples e clichê por assim dizer!

A história tem inicio, quando Cornet, uma jovem sonhadora, (e bota sonhadora nisso) está sonhando com seu príncipe encantado, sonho esse, que se repetem várias vezes… Quando é acordada aos berros por sua inseparável amiga e fada Kururu!

À pedido de seu avô, Cornet deve pegar alguns ingredientes na floresta próxima, quando é atacada por uma “Bruxa Gato” e seus subordinados (alguns gatos também). Ao ser derrotado, a Bruxa que esqueci o nome, invoca um mostro “poderoso” para acabar com Cornet e sua companheira, mas quando tudo parece estar perdido, o príncipe Ferdinand, com a qual Cornet havia sonhado aparece para salvar o dia! O príncipe vai embora sem que Cornet consiga dizer alguma coisa (a pobrebrezinha ficou até sem palavras diante do príncipe de seus sonhos), e é aí que começa a nossa aventura, em busca de seu príncipe encantado!

Mas a coisa fica “séria” mesmo, quando Ferdinand é transformado em pedra por Marjoly e suas irmãs, e Cornet decide partir em sua aventura para salvar seu grande amor (sim, ela já se apaixonou)!

Um RPG clichê, com um enredo suave que se desenrola até que de uma maneira interessante, revelando certos segredos do passado!

O jogo:

Gráficos que parecem ter sido pintados à mão!

Gráficos que parecem ter sido pintados à mão!

O que deveria ser a grande inovação desse jogo, seriam às suas canções interpretadas por Cornet durante a jogatina, digo deveria, porque não são! Não que as músicas sejam ruins, ta legal, não são nada extraordinárias, mas até que combinam com o jogo, se não fosse à baixa qualidade das mesmas! Outro fator legal, é que é possível escolher se você quer ouvir as músicas em japonês ou em inglês! Eu particularmente prefiro em japonês! Conforme se vai avançando na jogatinha, é possível ouvi-las novamente através de um menu, assim como algumas artworks dos personagens, mas infelizmente as músicas só ficam disponíveis com o áudio em inglês!

Falando em menus, todos são muito simples de se mexer, o que torna fácil encontrar itens e afins. Outro coisa interessante é o sistema de batalhas, que lembra muito Final Fantasy Tactics, porém brutalmente simplificado!

Quanto aos personagens, o jogo vem recheado deles! Existem dois tipos: Os principais e os secundários, sendo que os principais, com o desenrolar vão pedir para entrar no grupo, normalmente em troca de alguns favores, enquanto que os secundários são alguns inimigos, que dependendo de um fator ou outro, após serem derrotados, pode pedir para entrar no grupo. No entanto se algum deles morrer em batalha irá desaparecer, enquanto que os principais podem ser “concertados” pelo avo de Cornet! Sim! Concertados, pois com exceção de Cornet e Kururu, os demais personagens são marionetes com as quais Cornet possuí a habilidade de se comunicar (???) Existem Puppets (Que é como eles são chamados no jogo) de todos os elementos. A grande maioria deles é encontrada normalmente com o desenrolar da história, enquanto outros se unem ao grupo em troca de favores especiais. Quanto mais Puppets você tiver, mais fácil será o jogo, o olha que o mesmo não é difícil! Até na modalidade “Hard”, o jogo ainda é fácil!

O sistema de batalhas foi remodelado no DS!

O sistema de batalhas foi remodelado no DS!

Outra particularidade é que alguns Puppets possuem uma história em particular, que não influenciam no enredo principal do jogo! Por tanto se você quiser ter todos os personagens principais, terá que se aventurar em suas “side-quest”!

Um dos pontos mais alto do jogo com certeza é a comédia! Não espere um RPG com batalhas épicas contra monstros, nem um enredo chocante, repleto de reviravoltas e revelações bombásticas. Aqui é tudo muito simples nesse quesito, ficando mesmo a diversão por conta das cenas e diálogos hilários que acontecem no decorrer do jogo.

Gráficos e trilha sonora:

Os gráficos, à primeira vista são de encher os olhos, com personagens “fofos” e cenários que parecem terem sidos pintados à mão. Mas com o tempo, devido à repetição em algumas dungeons e falta de alguns detalhes (a maioria dos cenários são praticamente estáticos de mais) dando a impressão realmente de uma pintura, não sei se foi intencional, mas a falta de animação em alguns elementos chega a ser frustrante em um jogo produzido em pleno ano 2000!

Quanto ao áudio, foi como eu já disse acima, o que seria o maior trunfo do jogo, acaba pecando pela fraca qualidade de reprodução, enquanto que os efeitos sonoros e às músicas de fundo “normais” dos cenários ficam na média, tanto em qualidade de composição, quanto em reprodução!

Nota do autor:

No geral, Rhapsody – A Musical Adventure não deixa de ser um bom jogo, seja pela simplicidade, ou por suas bizarrices, e é claro: o típico humor japonês! É  Rhapsody – A Musical Adventure se torna divertido, justamente por isso, possuindo suas qualidades e defeitos, como qualquer outro jogo lançado!

Em 2008, Rhapsody também ganhou um Remake para o Nintendo DS, sendo basicamente o mesmo jogo do PSX, com exceção do sistema de batalhas que foi totalmente remodelado para algo mais “normal”!

Cornet & Cia em um momento de "descontração"!!!

Cornet & Cia em um momento de "descontração"!!!

Recomendado!

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