Tales of Legendia


teles_of_legendiaData de Lançamento: 2006
Genero: RPG
Plataforma: PlayStation 2

Jogadores: 1
Língua: Inglês
Produtora:
NAMCO
Destribuídora: NAMCO

Não são todos os dias, que os jogos da série Tales of… “aterrissa” no Ocidente, o que pode contribuir para certo anonimato da série desse lado do planeta. E quando finalmente somos “abençoados” por essa franquia, que nasceu no SNES em 1995, certas críticas da mídia “especialista” do ramo, fazem por contribuir que continue assim por parte da NAMCO!

Tales of Legendia, pode sustentar em sua base, alguns dos maiores clichês do jargão dos RPGs Games japoneses. Temos uma garota inocente raptada, um ladrão convencido, uma heroína que vai a qualquer custo, fazer justiça com sua espada e lógico, um típico herói briguento e mal humorado, que irá até o fim do mundo para salvar a garota. Que no final irá se revelar uma peça fundamental no desenrolar da trama!

Clichês à parte, Tales of Legendia é um excelente RPG, com um enredo que começa como quem não quer nada, mas vai se tornando cada vez mais interessante no desenrolar da história, que no final irá surpreender boa parte de quem se aventurar nessa colorida e deliciosa aventura pelo lendário Legacy.

História:

ShirleyTales of Legendia se inicia à beira de um naufrágio, onde são apresentados os dois protagonistas principais: Senel e Shirley que logo são atacados por um monstro, levando o jogador a experimentar sua primeira batalha (Comentarei mais adiante sobre o Sistema de Batalhas). Fica claro, que logo de inicio, Senel ira fazer de tudo para proteger a garota em questão e que boa parte da história irá girar em torno desses dois.

Logo após o conflito, ambos, perdidos finalmente chegam ao Legacy (Uma espécie de navio gigante, remanescente de uma antiga civilização, que sustenta um continente inteiro sob ele). Nesse exato momento, quase como se sua chegada já fosse prevista, um enorme pilar de luz é visto no horizonte. A criatura que atacou Senel volta ao seu mestre (aparentemente um vilão, bem misterioso por sinal). E Will, uma espécie de xerife do vilarejo próximo, aparece para oferecer ajuda aos dois protagonistas à deriva na praia.

Senel precisa rapidamente levar Shirley a uma fonte de água fresca, e Will fica indagado ao ver que a garota é capaz de respirar em baixo d’água, enquanto seu cabelo misteriosamente fica brilhando. O fato do estranho pilar de luz ter aparecido à pouco, e agora isso, faz com que Will desconfie de uma antiga lenda/profecia que ele conhece. Mas antes que Senel possa se explicar, o homem misterioso que controlava a criatura, que atacou Senel e Shirley no barco aparece, e outra luta tem inicio. Antes que Senal possa pensar em qualquer estratégia, para vencer o rapaz aparentemente invencível à essa altura, um grito agudo de Shirley chama atenção de ambos! Enquanto Shirley é raptada por Moses. Um ladrão muito bem conhecido na região! E é aí que a aventura se inicia de verdade!

Não é preciso dizer que Senel & Cia irá até o fim do mundo para resgatar a menina, e mais tarde vão acabar descobrindo que o seqüestro é apenas parte de um plano maquiavélico ainda maior, e que Moses e o homem misterioso, na verdade querem impedir isso! Contar mais é estragar a surpresa.

Apesar de parecer previsível, o enredo de Tales of Legendia como eu disse anteriormente, vai tomando forma, ficando cada vez mais interessante conforme se avança pelo jogo, ao mesmo tempo em que vai se descobrindo, toda a lenda por detrás do Legacy e as motivações de cada um dos protagonistas, que no final das contas, só contribuem para enriquecer ainda mais a trama toda.

Fora isso, pode-se dizer que ToL se divide um duas grandes partes: A primeira, que na verdade é a aventura principal e se divide em outros 7 capítulos, e a segunda, a Character Quest: Uma espécie de epílogo voltada aos personagens de suporte, com pequenas histórias a cerca de cada um deles. Assim que a segunda parte do jogo é atingida, vários Mini Games e funcionalidades vão sendo liberadas, como por exemplo, a possibilidade de se combinar itens e equipamentos, para fazer versões mais fortes dos mesmos, e a Battle Aren, um local onde se pode disputar torneios, em troca de dinheiro e outros prêmios.

O Jogo:

O famoso Linear Motion Battle System!

O famoso Linear Motion Battle System!

Como já é de praxe na série Tales of… as batalhas são em 2D e em tempo real, como se fosse em um jogo de luta 2D à lá Street Fighter. Você tem total controle sobre o personagem principal, enquanto os outros são controlados pela IA do jogo.

Você também poderá dar ordens a eles através de um menu, montar estratégias de posicionamento, e definir certas instancias pré programadas para os personagens de suporte, sem perder a simplicidade e a alta interatividade do mesmo. A complexidade do Sistema de Batalhas se dá por parte do jogador, entre escolher usar ou não técnicas mais avançadas, como alguns combos mais complexos, ou usufruindo do poder dos Eres que cada personagem possuí.

Outro fator interessante, é que é possível mudar a dificuldade das batalhas em qualquer momento do jogo, o que pode ser um atrativo a mais, para jogadores mais hardcore em busca de desafios. Entretanto, devido à alta taxa de encontros aleatórios durante as Dungeons e até mesmo no Mapa Mundí, as lutas podem se tornar extremamente irritantes e cansativas, ainda mais quando se tem que percorrer um longo caminho a pé, ou é necessário voltar em alguma parte por onde você já tenha passado, lá pelo começo do jogo!

Felizmente, existem certos atalhos, que no mundo de Legendia, são conhecidos como “Dutos”. Uma espécie de tele porte que pode ser usado para voltar à uma determinada vila, por onde já se tenha passado. Basta que o mesmo já tenha sido ativado antes, em sua primeira passagem. Ter estoques de Holy Bottles também ajudam à evitar batalhas indesejadas!

A exploração, se divide entre vila, dungeons e o Mapa Mundí, sempre quando sair de uma cidade ou dungeon, você terá acesso ao amplo mapa, por onde terá que percorrer, muitas vezes, um longo caminho até encontrar seu próximo destino. Infelizmente, o Mapa Mundí, não é tão bem desenhado assim, embora você possa ter total controle sob a câmera, a mesma pode ajudar a confundir um pouco ás coisas, e se perder no Legacy não é difícil. O que pode frustrar bastante devido ao alto índice de combates aleatórios.

Gráficos e trilha sonora:

Gráficos artisticamente inspirados!

Gráficos artisticamente inspirados!

Tales of Legendia, pode-se considerar, como um dos jogos mias bonitos do PS2. Tão bonito que chega até constranger, com cenários variados e bem detalhados. Alguns chegam a beirar o surreal. Tudo é muito colorido e artisticamente inspirado, misturando uma perspectiva 3D com 2D, da mais altíssima qualidade! Os personagens, assim como todas as criaturas, estão em SD (Super Deformed) .

Enquanto que durante as batalhas, os personagens assumem formas mais detalhadas do que quando se está “in-game”. A diversidade dos golpes e efeitos visuais dos mesmos, também merece destaque. Todos os diálogos mais importantes são ilustrados por avatares gigantes, muito bem feitos por sinal, esbanjando carisma e detalhes.

Já as cenas não interativas, são apresentadas por belos vídeos no melhor estilo anime, que contam momentos chaves do enredo durante a jogatina, e possuem uma qualidade de reprodução impecável. Tudo no jogo parece ter sido feito, levando-se em conta os menores detalhes possíveis na plataforma.

Mas, com certeza o maior trunfo de ToL, é sua trilha sonora. Trazendo composições pomposas e imerssivas, sendo uma mais bela do que a outra.

Logo nos primeiros minutos de jogo, o jogador é saudado por uma inesquecível orquestra, cantada por moças, que chega a ser algo, quase que hipnotizante. Várias outras faixas também possuíram um toque especial, como o solo de guitarras raivoso na música tema de Vaclav (um dos vilões), e uma espécie de Jazz despreocupado no tema de Moses. Tdos as faixas, se encaixam perfeitamente com o clima passado pelo jogo, seja ele de alegria, tristeza, dor ou medo!

Infelizmente, nem tudo são flores, pois o cuidado dos produtores com a trilha sonora, não se aplica aos diálogos. Muito mal dublados e interpretados por sinal. Bem, mas isso já é coisa da versão rosada do jogo…

Nota do autor:

Apesar de todo o clichê, o alto índice de batalhas aleatórias e um Mapa Mundí, muito mal construído por sinal, em minha opinião, ToL consegue prender o jogador e fazer que o mesmo se importe com cada um dos personagens, todos muito bem construídos e carismático por sinal. Alie isso a um enredo que vai melhorando cada vez mais, ao ponto de ficar bem interessante, principalmente em seu desfecho e a fantástica trilha sonora, só fazem de Tales of Legendia um excelente RPG, que com certeza, merece ser jogado!

Ela irá até o fim do mundo pra fazer justiça com sua espada!

Ela irá até o fim do mundo pra fazer justiça com sua espada!

Recomendado!

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