
Data de Lançamento: 1995
Genero: RPG
Plataforma: Super Nintendo/PlayStation/Game Boy Advance/PSP
Jogadores: 1
Língua: Japonês (Com patch da Dejap para o Inglês)
Produtora: NAMCO
Desde o advento da emulação, muitos jogos até então desconhecidos no ocidente, acabaram vindo a tona e conquistando, até certo ponto, ouso dizer uma “legião de fãs” e ganhando popularidade. Tudo isso, graças à vários grupos de tradução, que no final da década de 90, dedicava boa parte de seu tempo, entre editores hexadecimais e edição de tiles, só para trazer a nós, meros ocidentais títulos até então só conhecidos no Japão. Tales of Phantasia é um deles!
No dia 15 de Dezembro de 1995, era lançado no SNES um RPG no mínimo diferente! Tales of Phantasia, foi produzido pela WolfTeam, uma subdivisão da NAMCO (Que mais tarde se desmembraram para formar a TriAce) foi considerado na época como um dos melhores RPGs do SNES. Infelizmente o jogo nunca foi lançado fora do Japão, fazendo com que muita gente só viesse a conhecer essa obra prima, anos mais tardes no auge da emulação e do ROMHacking, que graças ao Dark Force e alguns outros membros da já ”finada” Dejap, (Aliás, todos os fãs dos jRPGs deveriam ter em casa um altar dedicado à esses caras) que conseguiram com maestria traduzir ToP para o inglês, fazendo um trabalho digno de profissionais. E foi assim que o resto do mundo pode finalmente desfrutar desse jogo maravilhoso!
História:
A cerca de 100 anos, a humanidade parecia enfrentar a ara mais negra de sua estória, uma guerra que já se perdurava por décadas entre Dhaos e várias facções governamentais que regiam o mundo naquela época. Dhaos que tentava conquistar o mundo (Acredite ele tinha um MOTIVO para isso) quando estava prestes a ser derrotado, fugiu para o futuro! Em uma época em que nossos heróis, (heróis???) Ainda eram crianças!
Lá os pais de Cless (personagem principal) a mãe de Mint e Tornix D. Morrison (Um mago meio-elfo), juntos esses quatro amigos conseguiram selar Dhaos em um sarcófago, utilizando-se do poder de dois pingentes para criar o selo. Temendo que os pingentes fossem encontrados e o selo fosse quebrado, um dos pingentes ficou com os pais de Cless, (Miguel) e o outro com a mãe da Mint (Maryel), após isso os quatro heróis juraram nunca mais se encontrar, e nem comentar sobre o assunto.
Dez anos se passaram, e a paz finalmente parecia reinar, até que… Malice um homem movido pela ganância, resolve reencontrar os medalhões e libertar Dhaos, em troca de um cruel sonho de conquista. Deus sabe quantas vilas e vidas inocentes foram destruídas em prol de sua ganância. E é ai que começa a nossa aventura.
Cless um espadachim de apenas 15 anos de idade, juntamente com seu amigo Chester após saírem para caçar, ao retornar se deparam com sua vila totalmente destruída, ninguém sobreviveu. Agora sozinho ele tenta buscar refugio na casa de seus tios na cidade vizinha, enquanto Chester se assegura que todos os moradores tenham um enterro digno. Ambos juram vingança!
E como desgraça pouca é bobagem, Cless acaba sendo preso, enquanto dormia na casa de seus tios, e o pingente que lhe fora dado de presente em seu 15º aniversário é roubado por Malice!
Jogado na prisão, ele consegue fugir com a ajuda do espírito de Maryel que protegia outro pingente, agora também nas mãos de Malice. Lá ele conhece Mint Adnade, e juntos conseguem escapar.
Tornix D. Morrison após ficar sabendo da situação, corre para a tumba, onde Dhaos está selado, ignorando os avisos de Tornix; Cless, Mint e Chester, também partem para o mausoléu aonde Dhaos é finalmente libertado por Malice, Dhaos o mata, dizendo que sua ganância fora sua perdição e quando tudo parecia estar perdido, Tornix envia Cless e Mint para o passado, enquanto Chester e Tornix passam por maus bocados. Aonde lá eles poderiam adquirir a força necessária e encontrar um meio de derrotar Dhaos de uma vez por todas, já que agora seria impossível!
Contar mais é estragar a surpresa… o enredo pode até parecer clichê hoje em dia, mas eu garanto que a profundidade da estória de ToP não se resume à esses meros parágrafos, abordando até que ponto a descriminação e o preconceito entre raças podem levar o mundo, fazendo uma apologia até mesmo a questões ecológicas, que podem ser perfeitamente aplicadas ao mundo real… Grandes surpresas, reviravoltas e revelações bombásticas aguardam a quem se aventurar nessa aventura! Podendo surpreender há muitos, principalmente pelo seu desfecho, que é quando você saberá de toda a verdade, quem é realmente Dhaos e o verdadeiro motivo de sua luta contra a humanidade! Com certeza um dos melhores enredos já criado!
Gráficos:

Gráficos que levaram o SNES ao LIMITE!
Graficamente o jogo surpreende! Se existe um jogo que foi capaz de levar o SNES ao limite, esse é o jogo! Utilizando um cartucho de 48MB, Tales of Phantasia esbanja detalhes, até antes jamais vistos na plataforma, desde um simples reflexo dos personagens nas poças d’água, à cenários coloridos e detalhados, com direto à sombra das árvores sobre os telhados, folhas caindo sobre o riacho, a reação da água ao contato da folha e a claridade dos relâmpagos entrando pela janela, são só pequenos detalhes que fazem toda a diferença, ainda mais se levarmos em conta a plataforma arcaica a qual fora designado.
Músicas:
A trilha sonora é SOBERBA! Contando até com uma música cantada (algo raríssimo no SNES), incrível como as composições conseguem passar com maestria ao jogador o clima do jogo, seja ele de tristeza, alegria ou perigo. Outro fator importante a ser mencionado são as vozes. Sim ToP tinha vozes! Tudo bem que não são diálogos falados, nem cenas narradas, mas para cada golpe utilizado nas batalhas existe uma voz. Você ouvira claramente Klarth invocando um espírito pelo nome, ouvirá Arche gritando o nome de algum feitiço, ou Cless bradando Majinken durante as batalhas!
O jogo:

Se o jogo já era bonito no SNES, imaginem no PSX!
Aproveitando a deixa, um dos vários pontos que também merece destaque, é com certeza o sistema de batalhas. Chamado de Linear Motion Battle System, diferentemente de outros RPGs, aqui você tem total controle sobre o personagem principal, enquanto os outros são controlados pela IA (Que aliás, não decepciona), em um cenário Side-Scroll, tudo em tempo real. Você terá que caminhar até o oponente para desferir um golpe, nada de atacar do outro lado da tela e o bicho levar dano do nada. Enquanto você assume o total controle sobre Cless, você também poderá escolher o comportamento dos outros membros através de um menu, é possível por exemplo deixar que a Mint fique usando feitiços de cura sempre quando o HP de um membro estiver baixo, ou deixar que Arche lance feitiços incessantemente até o MP acabar.
Como num jogo de luta em 2D, entre espadas, flechadas e magias, você poderá fazer vários combos com seus personagens, e/ou desferir algum golpe especial, fazendo uma seqüência simples de comandos no controle, mais tarde, lá pro final do jogo mesmo, existe até um item especial que permite usar qualquer técnica já aprendida, utilizando os comandos certos, e aí sim você era irá se lembrar dos jogos de lutas.
Outro ponto forte são com certeza os personagens, os quais mostram ter uma personalidade bastante profunda. Cada um possuí uma personalidade ”marcante” diferente. Você com certeza irá dar boas gargalhadas com Arche, se irritar com Klarth, admirar a pureza da Mint, e se emocionar com a determinação e heroísmo de Cless! E claro, não poderia me esquecer do Chester, o típico garoto briguento, que vive “trocando elogios” com a Arche!
Nota do Autor:
Em fim Tales of Phantasia é um jogo fantástico, que permaneceu na surdina durante anos! Se não fosse à Dejap, muitos de você só teriam conhecido esse jogo em 2003, cheio de cortes e uma tradução muito mal feita, graças ao Remake lançado para o GBA, que finalmente ganhou uma versão em inglês oficial!
Vale lembrar que TaP também foi lançado para o PXS em idos de 1998, a diferença é que se no SNES o jogo já era lindo, no PSX ficou arrebatador! O jogo foi praticamente refeito do zero, contando com gráficos 100% melhorados, vozes, estória revisada e claro, vários extras, mas sem deixar de lado todo o carisma do original lançado para o SNES. Infelizmente o Remake para o PSX também nunca veio para esse lado planeta e por muito tempo permaneceu restrito apenas aos japoneses. Mas graças ao Absulut Zero, hoje podemos desfrutar também dessa maravilhosa aventura 100% traduzido para o inglês! Se você já jogou a versão do SNES, vale à pena re-jogar no PSX, pois as diferenças são muitas!

Graficamente a versõa do PSP é identica à do PSX! A diferença mesmo fica por conta da dublagem!
Recomendado!
Cara esse jogo foi o segundo melhor rpg que joguei(o melhor foi chrono trigger)mas mesmo assim não fica longe do primeiro,eu joguei a versão de snes e também baixei os eposódios do anime e oque notei foi que tales of phantasia é d+!Áh e quem escreveu isso no blog me adiciona no meu orkut,tai ele yan-marcel@hotmail.com e não se esquece de me adicionar hein!