Castlevania – Part I


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A mais de 23 anos (desde 1986) por coincidência o ano em que eu nasci, que um clã de valorosos caçadores, tem a missão de expurgar a cada século o famigerado Conde Drácula e seu castelo amaldiçoado, que se “remodela” a cada materialização, trazendo consigo toda a sorte de criaturas demoníacas, que são atraídas pela maldade que estão impregnadas nas paredes do castelo!

Mas a final de contas, quem foi Conde Dracula?

Ao contrário do que muita gente pode pensar, Conde Vlade Tepes III, mais conhecido como “O Conde Drácula” realmente existiu sim senhor! Ele não era um vampíro, mas era bem pior…

Segundo a Wickpédia:

Nascido em 1441, Vlad Tepes III que governou o território que hoje pertence a atual Romenia, ficou conhecido graças a perversidade com que tratava seus inimigos, e até mesmo as pessoas próximas a ele, não é difícil de imaginar, que a mentalidade e o imaginário popular daquela época tenham alimentado várias estórias e superstições fantásticas ao redor do Conde.

Seu pai, Vlad II, era membro de uma sociedade cristã, conhecida como “Ordem do Dragão”, criada pelos nobres da região, com a intenção de defender o território da invasão dos turcos otomanos. Naquela época a Romênia estava dividida entre o mundo cristão e mulçumano.

Por conseqüência disso, seu filho Vlade III, passou a ser conhecido como Draculea que significava filho do Dragão (a terminação “ea” significava filho). Já a palavra Dracul, possuía um outro significado bem mais obscuro para os aldeões e tolos supersticiosos da região, que era atribuída à Diabo, possivelmente um nome bem mais apropriado se levarmos em conta as atrocidades cometidas pelo Conde. Daí o nome Dracula!

Diz a lenda que certa vez, dois súditos se esqueceram de retirar o chapéu para reverenciar a sua chegada, e em conseqüência disso Vlad Tepes, ordenou que os chapéus fossem pregados em suas cabeças. Dizem também que o Conde sentia prazer em fazer as suas refeições ouvindo os gemidos e augúrios de suas vítimas empaladas.

Mas Drácula ficou famoso mesmo, graças ao romance de 1897, escrito pelo autor irlandês Bram Stoker, trazendo como antagonista principal o vampiro Conde Drácula. Sem dúvida trata-se do mais famoso conto de vampiro da literatura. O que com certeza inspirou a série Castlevania!

O Início:

Tela de Título!

Tela de Título!

Em 26 de setembro de 1986 é lançado o primeiro jogo da série para o Famicon Disk System, com o título de Akumajo Dracula (Castelo demoníaco do Drácula numa tradução literal) que no ano seguinte foi portado para o NES sob o título de Castlevania. Havia também um segundo jogo produzido no mesmo ano para o MSX, mais precisamente em 30 de outubro de 1986 que foi chamado de Vampire Killer. Então ao contrário do que muita gente pensa Castlevania para o NES não foi o primeiro jogo da série a ser lançado, e sim o terceiro, se levarmos em consideração o original japonês desenvolvido para o Famicon Disk System. Ambas as versões são praticamente idênticas, a única diferença entre a versão americana da japonesa, é que o primeiro possuí a opção de selecionar a dificuldade.

E nasce uma lenda:

A clássica subida, presente em todos os Jogos!

A clássica subida, presente em todos os Jogos!

Castlevania era um jogo de ação bastante simples e linear. No ano de 1691, o Conde Dracula voltou novamente do inferno, e somente um membro do clã Belmont com o Vamipire Killer (o famoso chicote) poderia destruí-lo. Cabe então ao lendário Simon Belmont adentrar o maldito castelo e expurgar novamente Dracula e todo o seu séquito de criaturas bizarras de volta para as profundezas.

Apesar de simples, Castlevania era um jogo bastante trabalhado graficamente para a sua época, exibindo muitos detalhes e cenários variados, o que surpreendeu a todos durante o seu lançamento, apesar da versão do NES ser ligeiramente inferior a do MSX, mas convenhamos, que estamos falando de um jogo e console de mais de 20 anos. Mas não foi só no quesito gráfico que Castlevania inovou…

Trilha sonora de outro mundo!

Um dos carros chefes da série sempre foi a sua trilha sonora, mesmo com a fraca qualidade de áudio do NES, as musicas seriam sem dúvidas um dos maiores destaques nessa jogo! Se tornando clássicas e até mesmo aparecendo em vários outros jogos lançados posteriormente. E como se tudo isso ainda não bastasse, os efeitos sonoros foram um dos melhores em sua época. Simon Belmont soltava um grunhido, sempre quando era atingido e os efeitos do chicote e das armas também estavam muito bem feitos. O que hoje pode até parecer irritante, foi algo praticamente inédito no NES, visto que a maioria dos jogos naquela época possuía apenas alguns ruídos repetitivos para cada ação!

Jogabilidade dura e dificuldade insana…

Enquanto a jogabilidade apesar de simples, era bastante “dura” e “travada” como na maioria dos jogos do NES. Acertar uma “Medusa Head” com o chicote era um parto, e um salto mal colocado poderia te jogar no abismo sem dó! E MEU DEUS como esse jogo era difícil. Difícil não, quase impossível! Apesar de continues infinitos, terminar esse jogo requeria uma dose enorme de paciência dividida entre frustração/tentativa e erro por parte do jogador. E claro muita sorte, alho e água benta por assim dizer :P

Morte!

A Morte, inimigo clássico da série!

:: Proxima – Part II

4 respostas para Castlevania – Part I

  1. A MORTE É MAIS DIFÍCIL DO QUE O PRÓPRIO DRÁCULA! EU SÓ CONSEGUIA VENCÊ-LO CHEGANDO COM O ÍTEM QUE PERMITIA JOGAR TRÊS OU QUATRO CRUZES ENQUANTO AS OUTRAS AINDA ESTAVAM NA TELA. SÓ ASSIM PARA DERROTÁ-LO.

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