
The Castlevania Adventure:
Embarcado pela a boa reputação dos jogos anteriores, e a popularidade do Game Boy (ta legal, ele não era tão popular assim na época!), no ano de 1989, a Konami traria o primeiro jogo da série a estrelar num console portátil, mas infelizmente, seja pelas limitações do primeiro Game Boy, ou até mesmo pela a falta de experiência da Konami com o console, o resultado, não foi nem de longe o esperado!
The Castlevania Adventure é considerado por muitos como o pior jogo da série já lançado! E não é para menos, o jogo apresentava vários problemas de jogabilidade, além de apresentar algumas novidades que não agradaram nem um pouco aos fãs da série!
A estória desta vez se passa em 1576, e pela primeira vez o jogo não era estrelado por Simon Belmont, até ai tudo bem! O novo protagonista agora seria Christopher Belmont, provavelmente o avô de Simon, visto que a estória se passa 115 anos antes do primeiro Castlevania!
Escadas? Quem precisa delas?

Escadas? Quem precisa delas! Macho que é Macho sobe em cordas!
Logo ao iniciar o jogo, logo se percebe, que as escadas, antes utilizadas para se passar de uma plataforma para outra, aqui foram abolidas! Ao invés delas, temos cordas! Isso mesmo, não se sabe o porquê, mas talvez a Konami tenha achado que Belmont que é macho, não sobe escadas, mas se pendura nas cordas!
Jogabilidade ruim!
Quanto à jogabilidade, o jogo apresentava vários problemas, que poderiam muito bem ser passados por “BUGs”, como por exemplo, o chicote, que cada vez que Christopher era acertado perdia um “upgrade” ficando mais curto, ou seja, tornando as batalhas, especialmente contra chefes um verdadeiro pesadelo! Outro problema era a movimentação bastante travada e os saltos “curtos e baixo” de Christopher Belmont, o que era realmente um problema na hora de pular algum buraco presente nas fases! Isso sem falar que em The Castlevania Adventure, as armas secundárias foram retiradas, alie isso aos vários problemas de jogabilidade e você tem em mãos um jogo que pode ser curto, mas em compensação absurdamente difícil e até mesmo frustrante!
Gráficos e trilha sonora:

Gráficos bem trabalhados apesar das limitações!
Ao menos graficamente o jogo ainda consegue manter o padrão da serie, tirando o fato de ser em preto e branco devido às limitações técnicas do Game Boy, fica claro que os designs da Konami conseguiram manter a boa qualidade, com cenários até certo ponto detalhados e personagens bem desenhados!
A trilha sonora também mantém o padrão de qualidade Castlevania de ser, podem ser faixas simples, mas que também não vão desagradar quem se “aventurar” a encarnar Christopher Belmont em sua missão. O mesmo vale para os efeitos sonoros, que apesar de serem um pouco irritantes, seria pior se eles não existissem, e outra lembrem-se que estamos falando do primeiro Game Boy!
Resumindo, The Castlevania Adventure foi simplesmente o pior Castlevania já feito, mas felizmente no ano de 1990, a Konami se redemiu, e lançançou o excelente Castlevania III para o NES! Considerado por muitos como um dos melhores da série! Vamos lá?
Castlevania III – Dracula’s Curse:

Tela de título!
O ano é 1990, e a Konami após ter lançado a bomba que foi The Castlevania Adventure, e não ter conseguido resgatar a essência do primeiro Akumajo Dracula lançado em 1986 para o NES, nos outros três jogos posteriores, chegou à hora de se redimir, mostrando que é possível manter o que havia dado certo, mas também inovando!
O resultado, vocês já devem saber: Em 1990 era lançado para o NES, o que é considerado hoje por muitos como um dos melhores episódios da série.
E não é para menos, pois Castlevania III – Dracula’s Curse, além te ter voltado ao esquema Ação/Aventura, do primeiro Castlevania, trouxe também, grandes inovações e novidades para a época!
Pela primeira vez era possível controlar outros três personagens além de um descendente do clã Belmont. Também era possível seguir caminhos diferentes para se chegar até ao famigerado Castelo do Drácula, ao invés de seguir sempre uma “linha reta”, como era na maioria dos jogos do gênero na época! O que aumentava em muito o fator “Replay”!
História:
A estória era simples, porém funcional do jeito que um Castlevania deve ser! O ano é 1476, época em que Conde Drácula e toda a sorte de criaturas demoníacas espalhavam dor e destruição por toda Europa. E as pessoas, já sem esperanças, procuram desesperadamente por um meio ou alguém que possa parar toda essa dor e destruição! Os Belmont haviam sido expulsos de sua terra natal, devido ao medo e preconceito da população com seus poderes sobrenaturais, mas agora, em meio a esse cenário, àquele clã de valorosos caçadores seria a única salvação. Nisto um membro dessa família, resolve voltar apara Wallachia, e toma para si, não só a obrigação de libertar sua terra natal, mas também toda a Europa da maldição de Drácula!
Em seu caminho para o castelo, ele irá encontrar outros três poderosos aliados: Sypha Belnades (Uma feiticeira) Gran DaNasty (Um pirata) e Alucard (O filho rebelde de Drácula). Isso mesmo, se vocês pensavam que Alucard só daria as caras em Symphony of the Night, estão enganados!
Principais características:

Escalando paredes você podia atingir os inimigos em ângulos até então impossíveis!
Cada um dos três personagens jogáveis, possuía uma característica marcante diferente das de Trevor Belmont, sendo cada uma delas bastante distintas entre sí e particular de cada personagem:
Trevor Belmont: Forte e resistente! Sua arma principal é o lendário chicote Vampire Killer, além de poder fazer uso de todas as sub-armas utilizadas por Simon Belmont!
Sypha Belnades: Por ser uma maga, ela é bastante vulnerável, e sofre mais danos quando atingida pelos inimigos. Sua arma principal se resume em um bastão, o que é preciso que o inimigo esteja bem próximo para ser atingido! Sua arma secundária consiste em três livros mágicos, que permitem que Sypha lance magias elementares bastante poderosas!
Gran DaNasty: Um pirata, e sendo assim bastante ágil porém um tanto quanto vulnerável à ataques inimigos, mas não tanto quanto Sypha. Sua arma principal consiste em uma faca, o que também necessita que os inimigos estejam próximos para serem atingidos. Por outro lado, utiliza um machado e outra faca como aramas secundárias, o que é muito útil para ataques a distancia. Outra característica é que Gran DaNasty é capaz de escalar paredes e até mesmo se agarrar no teto, podendo atacar os inimigos em um ângulo que seria impossível para os demais personagens!
Alucard: Como filho do Conde Drácula, é bastante forte e resistente. Sua principal “arma” consiste em três bolas de energia que ele pode soltar. Enquanto sua arma secundária consiste em um relógio, que ele pode usar para parar o tempo durante alguns segundos. Outra característica é que por ser um vampiro, Alucard pode ainda se transformar em morcego, podendo assim voar pelo cenário e alcançar plataformas antes inatingíveis, ou até mesmo salvar sua vida durante um salto mal calculado, por exemplo, que poderia te jogar no abismo!
Gráficos MUITO acima da média:

Gráficos detalhadíssimos para o NES!
Castlevania III – Dracula’s Curse como já era se esperar possuía os mais belos gráficos da série até então. Levando o NES ao limite, e implementando efeitos quase impossíveis para a época e plataforma designada, como a névoa que dava um tom ainda mais gótico e sombrio aos cenários quando presente. Realmente não há do que se queixar!
A jogabilidade foi aprimorada e MUITO dessa vez, os controles respondiam rápidos e precisamente. Sendo até possível mudar de direção durante um salto com Gran DaNasty, impedindo assim, talvez que um salto mal colocado o lançasse no abismo. O mesmo podia se aplicar também à Alucard com sua habilidade de se transformar. Esse com certeza seria o Castlevania com a jogabilidade mais “polida” do NES.
Músicas impecáveis:
Quanto às músicas, bem nem vou comentar nada. Pois como sempre estão excelentes. Destaque para a nova versão de “Vampire Killer”, e “The Beginning” que se tornaram clássicas absolutas, aparecendo em outros jogos da série! Os efeitos sonoros também estão excelentes, Sypha Belnades possuí um gemido diferente dos outros presonagens quando atacada por se tratar de uma mulher, e o grito dos chefes se consumindo numa bola de fogo quando morriam também merece destaque!
Um jogo também difícil!
Apesar de toda melhoria técnica, a dificuldade ainda é alta, coisas da série. Por exemplo, quando os personagens começam a perder mais pontos de vida nos estágios finais de jogo. O séquito de Dracula também está mais desafiador, contando com monstros ainda mais poderosos alocados estrategicamente nos cenários! No entanto a possibilidade de se utilizar de Passwords acaba por amenizar um pouco o sofrimento do jogador após derrotar aquele Chefe $%¨&# e morrer logo no inicio do próximo estágio!
Em fim Castlevania III – Dracula’s Curse foi um excelente jogo para sua época é até hoje ainda é lembrando com carinho pelos fãs da serie como um dos melhores Castlevania já feito!