Castlevania – Part IX


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Em 1995, era a vez do SNES ganhar mais um jogo da série! Ou melhor, dizendo mais um Remake, e desta vez do lendário Dracula X – Chi no Rondo, lançado originalmente para o PC-Engine em 1993. Infelizmente, para muitos fãs que esperavam finalmente poder jogar esse clássico lançado apenas no Japão, acabaram ficando na mão, pois Castlevania Dracula X é infelizmente um Remake inferior ao original. Embora o enredo seja exatamente o mesmo, o jogo é completamente diferente.

Castlevania Dracula X:

Tela de título!

Tela de título!

Você controla Richter Belmont que tem a missão de Salvar sua noiva Annet e sua sobrinha Maria Renard, mas para a infelicidade dos fãs, além do jogo possuir menos caminhos alternativos e fases em relação ao original, aqui não é possível controlar Maria, após salvá-la! Bem, não se sabe o motivo dos cortes, se é devido a limitação da mídia do Super Nintendo, ou se foi desleixe da Konami mesmo, mas o que se tem impressão é de um jogo fraco, e mal feito em comparação ao seu antecessor, no entanto, para quem nunca jogou o original, Castlevania Dracula X ainda acaba sendo um ótimo jogo!

Gráficos excelentes!

Os gráficos dessa versão ficaram arrasadores!

Os gráficos dessa versão ficaram arrasadores!

Se por um lado o jogo peca por não ser um Remake fiel ao original, ao menos por outro lado ele consegue superar graficamente falando! Mesmo com a abolição das “cut-scenes” em “pseudo anime”, afinal, a capacidade de armazenamento de um cartucho é infinitamente menor do que a de um CD, os gráficos de Castlevania Dracula X, esbanja detalhes e efeitos, que com certeza levaram o SNES ao limite de seu Hardware já cansado à essa altura!

São cenários totalmente redesenhados, coloridos e MUITO bem feitos em comparação ao original, superando até mesmo o de Super Castlevania IV, lançado também para o SNES.

Efeitos e trilha sonora na medida certa!

Embora, a qualidade das músicas não chegue a ser iguais às de Chi no Rondo, que tinha como maior trunfo, músicas com qualidade digital, graças ao advento do CD, aqui elas voltam ao velho padrão da série, mas mesmo perdendo parte de sua “qualidade” tecnicamente falando (visto que não tem como comparar um cartucho de no máximo 48Mbits com um CD de 600MB) as músicas ainda mantém o padrão de qualidade da série!

Novas versões de clássicos, tais como “Vampire Killer” e “Bloody Tears” ficaram melhores do que antes, além, é claro de novas composições, sempre mantendo o alto vível d qualidade que marcou a da série!

As cenas em "anime" foram abolidas!

As cenas em "anime" foram abolidas!

Os efeitos sonoros também estão legais, embora como já se fosse de se esperar, as falas foram abolidas também, mais uma vez devido à limitação da mídia, no entanto os efeitos sonoros chegam até a superar os de Super Castlevania IV.

Jogabilidade clássica!

A jogabilidade mantém a mesma do jogo original, seguindo o velho padrão da série. Assim como em Chi no Rondo, também é possível utilizar o “Item Crash”, um super ataque com as armas secundárias que infringe um dando devastador nos inimigos ao custo de muitos corçãoes!

Um jogo também difícil…

Castlevania Dracula X é um jogo bastante difícil, cheio de buracos, Medusa Heads, inimigos resistentes e chefes piores ainda! Destaque para a maldita Morte, inimigo clássico da série e Dracula! Engraçado que no jogo original Dracula era um dos chefes mais fáceis de se derrotar, nesse Remake, ele esta entre os mais difíceis, e ainda por cima o cenário é todo esburacado! A infame Clock Tower, também marca presença para lhe causar pesadelos!

Conclusão:

A maldita Morte vai te dar dor de cabeça

A maldita Morte vai te dar dor de cabeça

Castlevania Dracula X pode ser um excelente jogo, se você ainda não jogou o clássico Chi no Rondo do PC-Engine. Ou então se você não o encarar como um Remake do mesmo! Caso ao contrário, aconselho que jogue o original, pois apesar deste ser graficamente superior, ele perde em vários quesitos para Dracula X – Chi no Rondo do PC-Engine! Talvez a Konami não quisesse arriscar a lançar o jogo fiel ao original, já que Chi no Rondo havia mudado alguns conceitos na série, ou talvez isso realmente não fosse possível de ser feito no SNES. Vai saber…

Bem, com isso terminamos a primeira parte dessa série tão aclamada, que nasceu no MSX e desde então foi conquistando jogadores por todo o planeta. Pois em 1997, com o lançamento de Symphony of the Night, a série passaria por uma mudança drástica em relação aos jogos anteriores, sendo como um divisor de águas na franquia, e se tornando, para muitos o melhor Castlevania já feito!

Próxima – Part X

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