Castlevania – Part VI


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O ano é 1993, e até então a Konami nunca havia dado exclusividade para nenhum console, muito menos havia restringido nenhum de seus títulos à apenas no Japão! Mas em 1993, a Konami resolveu mudar isso, desenvolvendo dois jogos, que por MUITO tempo nunca viram a luz do Ocidente, em uma plataforma um tanto quanto desconhecida neste lado do planeta. Talvez seja por isso que o lendário Dracula X – Rondo of Blood teve seu lançamento restrito apenas aos japoneses, o que realmente é uma pena, pois trata-se simplesmente de um dos MELHORES Castlevanias já feito!

Dracula X- Chi no Rondo (Rondo of Blood)

Capa da versão PC Engine de Dracula X - Rondo of Blood!

Capa da versão PC Engine de Dracula X - Rondo of Blood!

Lançado em 1993, para o PC Engine CD ROM, Dracula X – Rondo of Blood, foi o primeiro Castlevania a debutar em CD, e conseqüentemente, trazia áudio e inovações, jamais vista em nenhum outro jogo da série até então, ao mesmo tempo em que mantinha a tradição dos jogos anteriores!

A História:

No ano de 1792, Drácula, mais uma vez retorna do inferno (Esse Drácula deve ser brasileiro, e não romeno já que ele não desiste nunca), e pretende levar em frente seu plano de destruição à raça humana, seqüestrando Annette Renard, a noiva de Richter Belmont, e a sua irmã Maria Renard, em um momento em que Richter estava fora! E de quebra ainda ordenou que suas criaturas destruíssem o vilarejo onde Richter morava… Felizmente o Belmont conseguiu chegar à tempo antes que a vila fosse totalmente destruída, mas não antes de conseguir salvar Annette e Maria Renard das garras do Conde Drácula!

A novidade: Maria Renard!

Maria, quando ainda era criança. Bem diferente da versão de Symphony of the Night!

Maria, quando ainda era criança. Bem diferente da versão de Symphony of the Night!

Após salvar sua cunhada em meio à jornada, Maria se mostra uma excelente caçadora de vampiros, mesmo para sua idade. Sendo possível controlar a personagem em determinado momento do jogo, é possível escolher entre prosseguir com Richter Belmont, ou assumir os controles de Maria Renard. O que aumentou e MUITO o fator replay, visto que há certas partes do jogo que só são acessíveis quando se está jogando com Maria. Junte isso aos vários caminhos alternativos que o jogo oferece, e você com certeza após zerar uma vez, irá querer jogar de novo, só para explorar as áreas que ainda não foram exploradas na primeira vez.

Gráficos e trilha sonora de tirar o fôlego…

Se no console de 8 Bits Castlevania já tirava leite da pedra, mesmo se levarmos em consideração a limitação da plataforma e capacidade da mídia. Imagine o que os produtores não fariam caso tivessem em mãos uma mídia infinitamente maior do que um mero cartucho… O resultado já é mais do que o esperado: Dracula X – Rondo of Blood era um jogo graficamente impecável! Os cenários eram ricos em detalhes, e os inimigos, desde um simples esqueleto aos chefes mais poderosos, muito bem desenhados e detalhados, Richter Belmont também ficou excelente e muito bem animado! E Rondo of Blood vai além, exibindo cenas em anime, algo até então inédito na série! Tudo bem que não eram FMVs com animações fluídas e hiper-detalhadas como numa superprodução, mas convenhamos que em 1993 isso era quase como algo inimaginável em um jogo, e como se não bastasse, o jogo ainda tinha vozes, e muito bem dubladas por sinal!

Cenas no estilo anime! As precursoras das CGs atuais!

Cenas no estilo anime! As precursoras das CGs atuais!

Quanto a trilha sonora, está simplesmente perfeita, e com qualidade digital! E para o deleite dos fãs, as novas versões de clássicos como Bloody Tears e Vampire Killer, ficaram ótimas em suas versões orquestradas. Novas faixas também foram compostas, e como sempre mantendo o alto nível de qualidade, coisas da série… resumindo, Rondo of Blood é um jogo para se jogar com o volume no talo!

Jogabilidade mais do que perfeita!

Ao invés de manter a formula usada em Super Castlevania IV, em que se tinha um botão específico para as sub armas, Dracula X- Rondo of Blood, volta ao estilo clássico da série, mantendo a tradição dos jogos anteriores. Com uma novidade, que foi o tal do Item-Crash, um comando utilizado em conjunto com uma sub-arma, que causa um dano absurdo nos inimigos ao custo de muitos corações, e que pode ser facilmente acessado ao aperto de um botão, em qualquer parte do jogo!

A demais os comando respondem precisamente, e a movimentação, tanto de Richter quanto de Maria, apesar de ambos serem personagens bastantes distintos um do outro, beira a perfeição. Richter Belmont, pode até saltar para trás, para se esquivar de algum golpe inimigo, embora essa não seja a melhor maneira de se desviar de um ataque, ainda assim não deixa de ser um atrativo a mais na jogabilidade.

Outro ponto de destaque é com a personagem Maria Renard, que possuí um comando que é executado como se fosse um Hadouken da série Street Fighter, que apesar de não ser tão simples de se executar, se feito corretamente tira bastante energia das criaturas inimigas. Realmente não há do que reclamar quanto a jogabilidade de Dracula X!

Um jogo estupidamente difícil…

Cenários e montros bem detalhados.

Cenários e montros bem detalhados.

Mesmo com toda às melhorias, Dracula X – Rondo of Blood está entre um dos jogos mais difíceis da série, exibindo cenários enormes, cheio de abismos, e inimigos estrategicamente bem posicionados. A clássica Clock Tower, para muitos a parte mais desgraçada do castelo também está aqui, e mais desafiadora do que nunca… Outro detalhe são os chefes, a grande maioria páreo duríssimo! Destaque para Shaft, o maldito padre negro…

Em fim Dracula X – Rondo of Blood, pode-se considerar como um dos melhores jogos da série já lançados até hoje, para mim, ele só não é o melhor jogo, simplesmente porque existe Symphony of the Night! Infelizmente Rondo of Blood, não teve seu lançamento veiculado nos EUA, ou no resto do mundo, e ficou restrito, durante muito tempo apenas aos japoneses.

Mas felizmente em 2007 a Konami viria a lançar para o PSP, a compilação: Castlevania – The Dracula X Chronicles, na qual Rondo of Blood faz parte, e graças ao poder gráfico do PSP, totalmente remodelado em 3D, mas não se assustem a essência do jogo continuou a mesma, a Konami, teve MUITO cuidado em portar esse clássico e lhe aplicar o anabolizante poligonal, mantendo até mesmo a dificuldade insana do clássico original!

Para quem já jogou, vale a pena jogar de novo, para quem ainda não viu, seja no PC-Engine, ou no PSP, Dracula X – Rondo of Blood é diversão garantida!

:: Próxima – Part VII

3 respostas para Castlevania – Part VI

  1. O SALTO PARA TRÁS INICIALMENTE PARECE UM TANTO QUANTO INÚTIL, NO ENTANTO, ELE SE MOSTRA EFICIENTE CONTRA OS CAVALEIROS E EM ALGUMAS SITUAÇÕES COMO A AREIA MOVEDIÇA DA 3ª FASE (ROTA ALTERNATIVA / 2ª ROTA).

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