Castlevania – Part VIII


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E finalmente a SEGA ganha um jogo da série!

Em 1994, era lançado Castlevania: Bloodlines, sendo o primeiro da série a estrelar em um console da SEGA! Lançado para o Mega Drive, finalmente depois de anos de espera, os fãs da SEGA, finalmente puderam desfrutar de um título exclusivo da série Castlevania!

Tela de Títulos

Tela de Títulos

Um jogo até certo ponto inovador…

Em Castlevania Bloodlines, o jogador pode escolher entre dois personagens distintos, o primeiro: John Morris, filho de Quincey Morris (personagem da obra “Dracula” de Bram Stoker) e Eric Lecarde, amigo de infância de John. Pela primeira vez, um jogo da série não era estrelado por um Belmont, ou quase!

A Historía:

Como sempre, mais uma vez, Drácula está prestes à retornar do Inferno, enquanto que uma vadia esquecida por Deus, a vampira Elizabeth Bartley, sobrinha do conde, irá fazer o possível para que isso aconteça pessoalmente. Cabendo agora a John Morris, que possuí ligações com o clã Belmont e atualmente, tem em suas mãos o lendário chicote Vampire Kyller, por um fim a esse plano maquiavélico! Partindo para as ruínas do Castelo amaldiçoado, onde as forças malignas começam a tomar forma! Seu amigo de infância Eric, decide segui-lo em sua jornada, tornando-se ponto fundamental no enredo!

Gráficos coloridos e bem feitos… Mas coloridos de mais para um Castlevania!

Gráficos coloridos, mas sanguinolentos!

Gráficos coloridos, mas sanguinolentos!

Graficamente, Castlevania Bloodlines, não poupa detalhes, exaltando ao máximo a palheta de cores do Mega Drive, no entanto, coloridos de mais para um Castlevania, fugindo um pouco do estilo gótico da série. Mas não se assuste o jogo é bastante sanguinolento, fazendo jus ao nome que leva, apesar dos gráficos coloridos, é um jogo bastante sombrio, em que sangue literalmente pinga do teto! Os personagens e inimigos, desde um simples esqueleto, estão muito bem desenhados e detalhados. Enquanto os cenários de fundo também mantém a tradição da série em seus excelentes trabalhos gráficos, desde a época do NES!

Uma excelente trilha sonora, que marcou a estréia de Michiru Yamane…

Como de costume, a trilha sonora está fantástica, marcando a estréia da compositora Michiru Yamane, que mais tarde ganharia fama e respeito, graças ao seu trabalho impecável em Symphony of the Night. Mas isso não quer dizer que ela não tenha feito um bom trabalho em Bloodlines, um bom exemplo disso é a música da primeira fase, conhecida como “Reincarnated Soul”, provando que Michiru não brinca em serviço e que algumas composições já nascem clássicas!

Os efeitos sonoros, também não ficam atrás, não chega a ser extraordinário, mas cumprem e muito bem o seu papel. Alguns deles até bem bacanas, como o barulho de vidro se quebrando, ou um relâmpago rasgando o céu!

Jogabilidade refinada!

Jogabilidade refinada!

Jogabilidade refinada!

A Konami mais uma vez acertou nos controles desse jogo, os comando funcionam bem, e os personagens são ágeis. A jogabilidade continua clássica, no entanto aqui é possível, por exemplo, se pendurar no teto com o Chicote, quando se está jogando com John Morris e Lacerd pode dar saltos enormes. Os upgrades, também ficaram mais poderosos e interessantes. O Chicote de John vira uma espécie de raio com o terceiro upgrade, enquanto que a lança de Eric, emite uma chama esverdeada na ponta. Mas nem tudo são flores, se o personagem for atingido neste estado, eles perdem instantaneamente esse upgrade.

Assim como em Chi no Rondo, também é possível utilizar o “Item Crash”, para causar mais danos nos inimigos com as armas secundárias. No entanto, nessa versão esse ataque não está tão poderoso como no jogo lançado para o PC-Engine, mas ainda assim não deixa de ser um atrativo a mais na jogabilidade e uma mão na roda em batalhas contra chefes mais difíceis, que insiste em não morrer! E por falar em chefes…

Dificuldade mediana…

Devido às opções de mudança de dificuldade que o jogo oferece, podendo escolher entre “Normal” e “Hard”, Castlevania Bloodlines, pode não ser o jogo mais desafiador da série, ficando a critério de o jogador decidir quais delas se adéqua à suas habilidades e estilo de jogo! Também é possível aumentar ou diminuir o numero de vidas em que o jogo se inicia. Mas não se iluda independente do nível escolhido, não espere um jogo “mamão com açúcar”. Alguns chefes podem dar bastante trabalho de serem vencidos, e caso tenha escolhido jogar no “Hard”, alguns deles vão te fazer querer chorar sangue, alie isso ao número limitado de continues e você tem um jogo até certo ponto bastante desafiador em mãos. Felizmente existem os Passwords, para amenizar a situação!

Em fim mais um excelente Castlevania!

Apesar de ser o primeiro título da série no console, e mesmo que não tenha superado o clássico Super Castlevania IV do SNES. Castlevania Bloodlines ainda assim é um excelente jogo, trazendo uma boa estória e jogabilidade, até certo ponto inovadora, seja pelo fato de se ter dois personagens jogáveis, às habilidades de Morris e Lacerde, esse também foi o primeiro Castlevania a não ser estrelado por um Belmont “sangue puro”, e sim por John Morris, que possuía alguns laços sanguíneos com o clã Belmont, e sendo assim, capaz de utilizar o lendário chicote Vamipre Killer!

:: Próxima – Part IX

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