Castlevania – Part X


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Em 1997, Castlevania Symphony of the Night era lançada para o PlayStation, sendo até hoje considerado como o simplesmente o MELHOR Castlevania já feito pela maioria dos fãs! Trazendo uma jogabilidade inovadora, um sistema de exploração até então inédito à série, gráficos e músicas de tirarem o fôlego, não é a toa que Symphony of the Night arrebatou, não só antigos fãs da franquia como também conquistou uma legião de novos jogadores, que pela primeira vez teve seu contato com a série. Sendo seqüência direta do lendário Dracula X – Chi no Rondo, ou Rondo of Blood como preferirem!

Castlevania – Symphony of the Night

A turma toda reunida!

A turma toda reunida!

Uma das coisas em que Castlevania Symphony of the Night inovou em relação aos seus antecessores foi no enredo. Pela primeira na historia da série, o personagem principal não seria um Belmont, tudo bem, isso já havia acontecido em Bloodlines, no entanto quem conhece mais afundo a série e/ou ao menos uma vez já leu a cronologia oficial, sabe que a família Morris possuí laços sanguíneos com o clã dos Belmont, e era por isso que John Morris era capaz de utilizar o chicote Vampire Kyller! Mas voltando ao jogo…

A história por trás de Symphony of the Night:

Quatro anos após Richter Belmont vencer Dracula, densas trevas agora cobrem novamente às terras sombrias da Transilvania. O maldito Padre Negro Shaft por alguma razão ainda continua vivo, e quer ressuscitar Dracula novamente! Só que para isso, ele precisa remover uma grande pedra de seu caminho: Richter Belmont! Sabendo que Richter era o mais poderoso caçador de vampiros vivo, e que mais uma vez poria fim à seus planos, Shaft decide então, lançar um feitiço ao Belmont, o deixando sob seu total controle, e colocando Richter como o Senhor do Castelo, que mais uma vez ressurge em meio às trevas! Seu plano estaria completo! Sem Richter em seu caminho, não haveria mais ninguém que fosse capaz de impedir sua ambição!

No entanto, Shaft não contava com Alucard o filho rebelde de Dracula, que havia se colocado a si mesmo em sono eterno, a fim de livrar a terra de seu sangue amaldiçoado! Mas como se algo o alertasse sobre o perigo que estaria por vir, Alucard acaba se despertando de seu profundo sono. Ele que acreditava ter destruído seu pai uma vez por todas com a ajuda de Trevor, Sypha e Grant (todos personagens do Castlevania III para NES), tem agora mais uma vez a missão de por um fim ao seu legado, sendo a única pessoa capaz de destruir Shaft e derrotar Dracula novamente!

Um pouco mais sobre Alucard:

AlucardSeu nome verdadeiro é Adrian Fahrenheit Tepes, sendo filho de Dracula com uma humana: Lisa. Graças ao amor de sua mãe, Alucard aprendeu a ser uma pessoa boa e a condenar os atos ínfames de seu pai! (Já tentou ler o nome Alucard ao contrário?) Como a história de Symphony of the Night é mais focada em Alucard, acabamos descobrindo um pouco mais sobre o seu passado e de Dracula: Seu pai apesar de vampiro com pinta de maldito, era apaixonado por uma humana chamada Lisa, que mais tarde deu a luz a Alucard. Ela era médica, e tratava seus pacientes com ervas medicinais e poções. Lisa acabou sendo acusada de bruxaria e por estar vivendo entre vampiros foi condenada a fogueira e queimada viva! Suas ultimas palavras para Alucard, foram para que ele tivesse misericórdia dos humanos e não os odiasse por isso. Porém Dacula não aceitou essa idéia, e adquiriu um ódio gigantesco pela humanidade (essa história chega a ser bem parecida com a obra Dracula de Bram Stoker, no qual a série Castlevania certamente foi inspirada).

Voltando ao jogo, em seu caminho, Alucard ira se encontrar com Maria Renard (Chi no Rondo), que também adentrou o castelo amaldiçoado em busca de seu cunhado desaparecido (Richter Belmont), e mais tarde, durante a trama, acaba se apaixonando pelo rapaz de pele pálida e cabelos longos prateado!

Gráficos de outro mundo:

Arquitetura gótica retratada com maestria!

Arquitetura gótica retratada com maestria!

Castlevania: Symphony of the Night, inovou não só em seu enredo, como também no quesito gráfico. Tendo em mãos uma plataforma que era tecnicamente superior ao SNES, a Konami ousou em apostar em um formato que segundo a própria premissa da Sony e do PlayStation era se tornar cada vez mais “obsoleto”. No entanto, Symphony of the Night mostrou que um jogo para fazer sucesso não precisava ser em 3D, como era a tendência da maioria dos jogos naquela época e atualmente, provando mais uma vez que é possível inovar sem deixar para trás suas raízes, e que o bom e velho 2D ainda tinha e tem MUITO o que render! Um jogo 3D pode ser lindo e super realista, mas um jogo em 2D quando bem feito, é uma obra de arte! E Symphony of the Night é prova viva disso!!!

São cenários hiper detalhados e de uma beleza suprema, retratando com maestria toda a beleza da arquitetura gótica e muito bem colorida com tons sombrios! Vários efeitos de luzes, scrolling, e profundidade, tais como rotação e zoom foram usados de maneira soberana, e ficaram magníficos.

Os personagens e inimigos também estão muito bem detalhados, possuindo muitos quadros de animação, com um nível de detalhes até então nunca visto em nenhum jogo da série. Alucard chega a deixar um rastro quando se movimenta, que apesar de simples é um efeito muito bonito. Já os chefes estão mais horripilantes e assustadores do que nunca!

A ínfame Clock Tower. Para muitos a parte mais desgraçada do Castelo!

A ínfame Clock Tower. Para muitos a parte mais desgraçada do Castelo!

As ilustrações dos personagens também merecem destaque, desenhados pela talentosa ilustradora Ayami Kojima, em seu estilo único, o que combina muito bem com o clima e arquitetura gótica passada pelo jogo!

Trilha sonora e efeitos arrasadores!

Quando o assunto é música, a série Castlevania nunca decepcionou, mas em especial, nesse jogo estão fora do comum! Compostas pela talentosa Michiru Yamane são canções únicas, todas de muito bom gosto e de uma qualidade fora do normal. Até mesmo a “odiada” I’m the Wind que aparece nos créditos finais do jogo e para muitos “quebrou” o clima, ainda assim tem seu charme!

Quanto aos efeitos sonoros, realmente não há do que reclamar! O grito de Alucard, os sons dos monstros, explosões, tudo! Estão TODOS muito bem feitos. O único ponto negativo fica mesmo por conta da dublagem americana. Quem não se lembra da famosa frase de Richter Belmont no começo do jogo: “You steel men’s souls, and make them your slaves!” que chega a ser cômica do modo que é interpretada. Mas diferenças à parte, ao menos a dublagem japonesa está muito bem feita, e recentemente Symphony of the Night foi relançado para o PSP na compilação Castlevania – The Dracula X Chronicles. Aonde foi totalmente re-dublado.

Jogabilidade divina!

A música desse corredor é inesquecível!

A música desse corredor é inesquecível!

A jogabilidade não poderia estar melhor, nunca em nenhum outro jogo da série os controles respondiam tão bem. Alucard é bastante fácil de se controlar, e seus movimentos beiram a perfeição! Outra novidade interessante é os comandos necessários para efetuar as magias de Alucard, que seguem um padrão parecido com os jogos de luta, no bom e velho estilo Street Fighter de ser!

Influência dos RPGs e um Sistema de Exploração não Linear!

Com certeza o maior ponto de destaque de Symphony of the Night está em seu sistema de exploração não linear! Que se assemelhando muito com a série Metroid, em que é preciso a exploração de várias salas e coletas de itens para prosseguir no cenário. Cada área do castelo está interligada uma com a outra, e são separadas por um corredor que na verdade nada mais é do que uma espécie de “Loading”. O que torna o jogo muito mais interessante, visto que quem quiser completar 100% do mapa, terá que passar boas horas vasculhando cada canto do castelo, e adianto, que em Symphony of the Night o Castelo é ENORME!

Outro destaque é a influência dos RPGs que foram implantada e muito bem vindas em SotN, em que Alucard possuí um sistema de níveis, que vai aumentando conforme se ganha experiência derrotando os mais diversos tipos de monstros presentes no castelo. Além é claro da troca de armas, equipamentos e até mesmo a compra e venda de itens com o velhote da biblioteca. Alie isso ao novo sistema de exploração e a jogabilidade perfeita e pronto! Você tem um clássico nas mãos, que irá te render boas horas de diversão em frente a TV!

Um jogo não tão difícil, mas…

Pai contra filho, filho contra pai!

Pai contra filho, filho contra pai!

Com certeza a maior dificuldade de Symphony of the Night, não está nos inimigos e chefes, (Não que sejam todos fáceis) mas com certeza está na exploração do castelo. Ter que encontrar certos itens específicos para se passar de uma determinada área pode deixar o jogador “mais novo” um tanto quanto perdido. E como se não bastasse, existem vários finais alternativos que podem ser conseguidos durante o jogo. Mas quem quiser ver o verdadeiro final, terá que revirar não só um Castelo enorme cheio de monstros, e sim dois!

Para muitos o melhor de todos!

Em fim, não é a toa que Symphony of the Night é para muitos simplesmente o melhor Castlevania já feito, e por que até hoje Koji Igarashi, mais conhecido como IGA é considerado como o pai da série, que reinventou Castlevania. E até hoje são lançado jogos da serie seguindo esse padrão implantando em SotN. Então se você ainda não jogou essa clássico do PlayStation está esperando o que para jogar?

Vale lembrar que Castlevania Symphony of the Night, também foi lançado para o Sega Saturn em 1998, trazendo Maria Renard e Richter Belmont como personagens jogáveis e novas áreas no castelo para serem explorados. No entanto pequenas diferenças entre essa versão e a do PSX, tais como perda gráfica, além de “loadings” maiores fizeram com que a versão do PlayStation continuasse sendo a melhor!

Vale lembrar que também é possível jogar com Richter Belmont no PSX, sendo necessário terminar o jogo com Alucard (fazendo o final verdadeiro) e conseguir uma porcentagem acima de 196% na exploração dos Castelos!

Próxima – Part XI

6 respostas para Castlevania – Part X

  1. Nao recomendo que baixem a versao em portugues,que é a mesma americana so que dublada,recomendo que baixem o Akumajou Dracula X – Gekka no Yausokyoku que é a versao japonesa completa,procurem ela com legendas em ingles vale mais a pena pois ela vem com as coisas extras que nao foram lançadas na versao americana.

  2. cara esse jogo e otimo eu soube q tem uma versao em portugues desse jogo irei baixar o quanto antes possivel.

    Sou uma pessoa q gosta de saber da historia imteira poriso gostaria de saber se alguem sabe se existe os 9 primeiros em portugues para eu pode compra pq esse jogo e tao bom q e um pecado jogar ele em um emulador poriso como so um fa louco nem q eu tenha q compra os consoles mas eu pretendo joga e zerar todos

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