Castlevania – Part XI


Castlevania Logo

Após o sucesso extrondoso de Synphony of the Night, era a vez do Game Boy ganhar mais um título da série! Ainda no ano de 1997, um novo jogo chegaria à telinha do falecido portatil!

Castlevania Legends:

Capa do jogo!

Capa do jogo!

Sendo o terceiro jogo da saga lançado para o Game Boy, pela primeira vez na história, Castlevania Legends trazia uma personagem feminina como protagonista. Seu nome era Sonia Belmont, suposta mãe de Trevor Belmont (Castlevania III).

Curiosamente esse seria o primeiro jogo na cronologia da série, visto que a narração da história se passa no ano de 1450. No entanto mais tarde, com o lançamento de Castlevania: Lament of Innocence (PS2) em 2003, que se passa no ano de 1094 e conta a história de Leon Belmont e o motivo pelo o qual o clã dos Belmonts estaria destinado a combater Dracula e a origem do chicote sagrado: Vampire Killer, em conseqüência disso, toda a cronologia da série foi reformulada pelo atual produtor da série: Koji Igarashi (IGA). Sendo inclusive, retirado da cronologia oficial da série, para que não houvesse contradições com os fatos narrados em Lament of Innocence! Mas voltando ao jogo…

Um jogo bem estranho…

Castlevania Legends nem de longe, conseguiu obter o sucesso de seu antecessor no portátil, que foi lançado 6 anos antes! Por incrível que pareça, o jogo por pouco não repetiu a formula do famigerado Castlevania Adventures, também lançado para o Game Boy em 1989!

A impressão que se tem é de um jogo fraco e totalmente dispensável! É triste dizer isso, mas é a pura verdade! A primeira coisa que se nota, logo de cara é a ausência das Armas secundárias, visto que nesse jogo elas foram abolidas! O motivo sabe-se Deus por que! Uma plausível teoria é que Sonia ainda a estaria recolhendo para que seus sucessores, às pudessem usar, mas isso não faz muito sentido, visto que mesmo assim ela deveria usar! E outra, as armas sempre foram encontradas aleatoriamente durante toda a série, sempre escondidas em castiçais e pilares, não sendo algo que fosse passado de geração à geração, como era o caso do chicote! No entanto, para compensar a falta das mesmas, Sonia, ganhou uma habilidade especial chamada: “Soul Power” que lhe concedia alguns poderes ao custo de corações para destroçar com as criaturas!

Gráficos fracos e jogabilidade horrível!

Cenários simples e uma "orientação" estranha!

Cenários simples e uma "orientação" estranha!

Tudo bem, que quando o assunto é Game boy, não se podia exigir muito em termos gráficos, no entanto, Castlevania Legends, não trás nenhuma inovação nesse quesito em comparação ao Castlevania II – Belmonts Revenge, que havia sido lançado à 6 anos antes! Os cenários são simples, e de uma arquitetura estranha, muitas delas possuindo uma orientação vertical, o que ficou bem estranho. Os designs dos personagens também não estão lá essas coisas, tudo bem que estamos falando do Game Boy, mas francamente a Konami deveria ter caprichado um pouco mais nesse quesito!

Outra coisa que deixa muito a desejar é a jogabilidade terrível, o jogo bem que deveria ser uma evolução natural ao seu antecessor: Castlevania II – Belmonts Revenge, no qual muitos dos problemas de jogabilidade do anterior foram corrigidos, mas aqui eles parecem ter voltado no tempo! Os controles são “duros” e lentos e a jogabilidade em geral é sofrível, e como se ainda não bastasse, o limite de tempo imposto para passar os cenários impede uma exploração mais profunda, o que não torna viável seguir as rotas alternativas que o jogo oferece! No entanto, Sonia está um pouco mais ágil do que Christopher, podendo até andar agachada e mudar de direção durante o salto, mas isso não torna a jogabilidade melhor, nem pior, pelo menos nesse jogo!

Efeitos sonoros e músicas medianas!

Felizmente as músicas estão boas! Não chegam a ser excelentes, mas cumprem bem o seu papel. Os efeitos sonoros também estão na medida certa, nem, bom, nem ruim. Simples! Mas seria pior se eles não existissem!

Dificuldade dos Infernos!

Inimigo Clássico!

Castlevania Legends é um jogo BEM difícil! Seja pelos defeitos de jogabilidade quanto pelo jogo em si mesmo! Os chefes são bastante enjoados para morrer, e até mesmo inimigos comuns podem te fazer querer chorar sangue. Muitas vezes, você vai estar subindo na vertical e vai dar de cara com alguma criatura bizarra descendo bem em cima de você, e como não é possível atacar “para cima”, nem mudar a direção da chicotada, bem, só resta uma coisa pra você fazer, ter bastante pontos de vida, além é claro de muito alho e água benta por assim dizer!

Felizmente é possível escolher o grau de dificuldade: “Normal” e “Easy”, mas não se iluda mesmo na modalidade fácil, o jogo ainda continua difícil, e os problemas de jogabilidade, só acrescentam ainda mais dor de cabeça!

Um jogo médio apesar de tudo…

Em fim, Castlevania Legends, apesar de tudo, ainda assim consegue ser um jogo no mínimo mediano. Não sendo aconselhado a jogadores mais novos, ou que ainda não tiveram muito contato com a série, visto que seus defeitos podem frustrar até fãs mais antigos e causar raiva em quem se aventurar a jogá-lo! Foi uma despedida meio sombria para o Game Boy, muito aquém do esperado, mas nem de longe foi algo catastrófico como foi à estréia da série no Nintendo 64

Próxima – Part XII

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