Castlevania – Part XII


Castlevania Logo

Por 23 anos a saga Castlevania, aventurou-se apenas quatro vezes no universo 3D, sendo duas delas, infelizmente catastrófica. Foi assim que a série se “despediu” dos jogos em 2D no ano de 1999, marcando sua entrada no mundo poligonal do Nintendo 64, lançando dois jogos, que muitos gostariam de esquecer, e pensar que nossa série vampiresca tão amada, nunca pisou nesse terreiro, mas infelizmente eles existem! E são considerados a “Ovelha Negra” da família!

Castelo Medieval e esqueletos de Motocicleta!!!

Tela de Título!

Tela de Título!

Castlevania 64, lançado em 1999 para Nintendo 64, pode-se considerar como a ovelha negra da franquia, visto que à cada 10 fãs da série, 9 vão afirmar que o jogo, nunca ao menos deveria ter sido lançado, muito menos ser considerado um jogo da série. Tanto que não é! Depois que IGA (Atual produtor da série) reformulou a cronologia oficial, Castlevania 64, e Castlevania: Legacy of Darkness, foram simplesmente cortados fora da linha do tempo atual da saga… Injustiça ou não, cabe a você decidir!

História interessante, mas…

A história até que é interessante, há cada noite mais e mais pessoas desaparecem na Transilvânia, que agora já não é mais segura, pois no alto de uma colina, se ergue um castelo que pertence ao famigerado Conde Dracula! Enquanto os moradores ficam cada vez mais desesperado, para investigar o desaparecimento dessas pessoas, entra em cena Reinhard Schneider (Que apesar de não carregar o nome Belmont é um descendente da família) e uma jovem garotinha chamada Carrie Fernandez. Enquanto a jovem Carrie, parte para o castelo para vingar a morte de sua família, Schneider, que apesar de não levar o nome Belmont, carrega a missão de seus antepassados de mandar mais uma vez para o Inferno o vampirão “chupador de sangue”. Dois heróis, motivações diferentes, um castelo e um inimigo em comum: Dracula!

Assim começa a mais temida jornada, até mesmo para os fãs mais “hardcores” da saga! Inicialmente ambos os personagens segue uma mesma linha no enredo, mas no decorrer do jogo, cada um segue uma historia, e propósitos diferentes. Poderia ser um ótimo enredo, simples, mas eficiente, visto que para cada um deles, existem dois finais diferentes, se não fosse o fato de pertencer a um péssimo jogo!

Gráficos médios e uma péssima jogabilidade!

Gráficos medianos e perda do carisma!

Gráficos medianos e perda do carisma!

Os gráficos até que ficaram legais, embora eu pessoalmente não consiga gostar dos gráficos do N64, a Konami ao menos tentou transportar, toda a magia e ambientação gótica dos jogos anteriores no universo 3D, mas infelizmente, ouve perdas, seja pelas limitações técnicas, ou por desleixe mesmo. Durante todo o jogo, é notável a presença de uma névoa, o que não seria má idéia, visto que muitos desses artifícios (tais como desfoque, neblina, granulações e etc…) muitas vezes são empregados até hoje em jogos 3D para “disfarçar” certas imperfeições, se não fosse o fato dela marcar presença até mesmo em ambientes fechados. Além de ser muito mal empregada!

Enquanto os protagonistas ficaram com um acabamento estranho, os inimigos, desde um simples esqueleto à chefes mais poderosos, ficaram um pouco mais interessantes, mas ainda assim “low-poly” de mais! Todo bem que o N64 não ia agüentar muita coisa, além disso mesmo, mas a Konami, bem que poderia caprichar um pouco mais! Vários inimigos clássicos da série também marcaram presença em sua versão poligonal!

Além é claro de novos monstros. Dentre eles, talvez uma das piores gafes que o jogo cometeu em toda a história da série: Imagine só a cena: você em um castelo da idade média, passando por um corredor sombrio, quando de repente, você da de cara com um Esqueleto montado em uma MOTOCICLETA!!! Realmente, isso matou totalmente o jogo!

Mas o que realmente faz de Castlevania 64, uma das maiores bombas é sua jogabilidade orientada por uma câmera débil, o que torna uma fonte de irritação constante durante toda a partida! Pois elas chegam a atrapalhar de mais, principalmente perto dos estágios finais do jogo, em que você tem que ficar saltando de plataforma em plataforma… bem não é preciso ser mágico para adivinhar o que acontece! O que deveria ser o simples ato de saltar em uma plataforma que está bem na sua frente, se torna quase que uma missão impossível de se realizar!

Outro fato marcante é a presença do tempo, tais como amanhecer e anoitecer, coisa que foi herdade de Castlevania II – Simon’s Quest (NES), e que por sinal, foi muito mal empregada nesse jogo, visto que se você quiser fazer o melhor final, vai depender de quantos dias você levou até encontrar o Dracula (existe um relógio que marca a hora exata do dia no jogo). Seria interessante se você não perdesse tanto tempo graças à câmera demente do game!

O dia e à noite também influenciam bastante durante a partida, por exemplo, têm coisas que você só vai conseguir pegar de noite, outras não! Alguns eventos também, só acontecem durante o dia, ou vice versa!

Felizmente, existe o “Sun Card” (que faz amanhecer) e o “Moon card” (que faz anoitecer), dando ao jogador um controle maior sobre o tempo, mas lembre-se que cada vez que usar esses itens será um dia perdido na contagem interna do jogo!

Músicas e efeitos sonoros legais…

Felizmente ao menos uma coisa se salva nesse jogo! Suas músicas são bastante legais e bem compostas. Com destaque para a faixa de abertura, uma das melhores da série! Os efeitos sonoros também ficaram bons e existe até vozes em alguns momentos, ao menos nesse quesito ninguém pode reclamar do jogo!

Castlevania – Legacy of Darkness e considerações finais:

Sim! Esse jogo Existe!!!

Sim! Esse jogo Existe!!!

No mesmo ano foi lançado o Castlevania: Legacy of Darkness para o Nintendo 64, e por incrível que pareça o segundo jogo da série no console, conseguiu ser ainda mais fracassado do que o primeiro, uma por que é basicamente o mesmo jogo, com apenas algumas adições a mais no cenário e algumas fases novas. Outra porque aqui você não joga com um Belmont, nem com um descendente, ou qualquer outro personagem “normal”, e sim com um LOBISOMEM! Isso mesmo que vocês viram!

Não é de admirar que tais jogos tenham causado tanta revolta nos fãs mais antigos da série, seja pela fraca conversão, a câmera demente que parece ter saído do inferno, ou pela falta de criatividade de se colocar um lobisomem como protagonista, num jogo em que ao menos deveria ser um “update” do primeiro, visto que em Legacy of Darkness os problemas com a câmera foram corrigidos, sendo possível controlá-la durante o jogo!

No entanto não se pode negar que ao menos o enredo e as músicas de Castlevania 64 são bacanas, o problema é que infelizmente não foram bem aproveitados na plataforma. Castlevania 64 infelizmente nasceu errado, o que marcou uma estréia sombria e prematura no universo 3D. Há coisas que são boas em sua essência e que não devem ser mudadas! Castlevania é uma delas!!!

Próxima – Part XIII

Uma resposta para Castlevania – Part XII

  1. Parabéns pelos reviews, continue o bom trbalho!
    Eu até gosto do Castlevania 64, mas concordo que o nome Castlevania pesou um pouco.
    eh um bom jogo, mas não um bom Castlevania! (não tinha me tocado pra parte da caveira motoqueira….kkkkkkkkkk)
    Recentemente terminei Lament of Innocence, os erros foram ocrrigidos até.
    o problema eh que é muito curto…. enfim…

    Um Abraço, aguardo os reviews de Curse of Darkness e Lament of Innocence!

    \m/

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