Castlevania – Part XIV


Castlevania Logo

Sendo o segundo jogo da série lançado para o Game Boy Advance em 2002, Castlevania – Harmony of Dissonance, é bastante similar ao clássico Symphony of the Night do PlayStation, o que por sua vez conseguiu agradrar bastante aos fãs! Deixando claro, que Koji Igarashi (IGA) ouviu as críticas dos fãs, desenvolvendo um jogo, que consegue ser totalmente o oposto de Circle of the Moon, mas sem deixar de lado o carisma e qualidade da série! Provando que a franquia após toda às desventuras do N64, finalmeente havia se reencontrado no GBA!

Castlevania – Harmony of Dissonace:

Capa do jogo!

Capa do jogo!

A história se passa após 50 anos desde que Simon Belmont se livrou da “Maldição de Drácula”, em Castlevania II – Simon’s Quest. Os protagonistas desta vez são Juste Belmont e seu amigo Maxim, que depois de retornar de uma longa jornada, Maxim reaparece sem se lembrar de nada e com seu corpo coberto de feridas, apenas dizendo que Lydie, uma amiga de infância de ambos havia desaparecido. Ainda confuso e ignorando seus ferimentos, Maxim leva Juste até o local onde ele acreditava que Lydie havia sido raptada: um antigo castelo não documentado em nenhum mapa.

Poderia este ser o famigerado castelo do Drácula que deveria reaparecer a cada 100 anos?

Nisto ambos se dividem para procurá-la, onde nem tudo é exatamente o que parece ser… Será Juste capaz de encontrar a sua amiga? E quais os eventos que se sucederam com Maxim a ponto de deixá-lo amnésico?

O jogo:

Fica claro que Harmony of Dissonace é uma evolução natural ao seu antecessor: Circle of the Moon! Vários aspectos que não “funcionavam” muito bem no primeiro jogo foram corrigidos e melhorados neste. Deixando evidente que Koji Igarashi (produtor da série) se preocupa, ou pelo menos se “preocupava” com os fãs da franquia. Trazendo de volta todos aspectos memoráveis que agradarão tantos jogadores mais antigos quanto jogadores novos e quem sabe até fazer novos adeptos (ou não)! Até mesmo a lojinha que fora abolida no seu antecessor (Circle of the Moon), desta vez está de volta. Mas infelizmente apesar de todas as melhorias o jogo ainda sim peca em vários pontos…

A dificuldade não é seu forte…

Juste BelmontO jogo é estupidamente fácil! Sim, Koji Igarashi ouviu, e ouviu até demais os jogadores que reclamaram da dificuldade insana de Circle of the Moon e fizeram um Castlevania, que até mesmo a sua avó conseguiria fechar de olhos vendados! Como se não bastasse, o jogo conta com um sistema “próprio” de magias, em que se consiste em encontrar alguns tomos (em outras palavras: grimórios, livros de bruxaria, magia ou que você achar melhor) no meio do caminho, que uma vez ativado e combinado com uma sub-arma (aquelas que você consegue destruindo alguns castiçais) podem lançar certos feitiços, ao custo de MP, o que pode deixar o jogo mais fácil ainda (experimente usar o tomo do vento mais a cruz), para caminhar tranquilamente pelo cenário, como se estivesse passeando por um parque florido, repleto de coelhinhos saltitantes e inofensivos!!!

Infelizmente a dificuldade dos inimigos não acompanha as habilidades de Juste…

São 5 tomos ao total, 4 deles são facilmente obtidos (cada um baseado em um elemento) e um tomo especial, que consiste em invocar monstros, esse muito bem escondido, afinal como você iria adivinhar que existe uma passagem secreta no teto… Para cada sub-arma existe uma magia diferente, baseada no elemento de seu tomo correspondente.

Coisas clássicas da série como o pulo duplo, rasteira e outras relíquias podem ser adquiridas no decorrer do jogo, seja enfrentando algum chefe que abre caminho para tal, ou acessando certas áreas (não tão bem escondidas), sendo que se você quiser ver o final verdadeiro (final bom) você terá que ter todas as relíquias do Drácula equipadas, e de quebra tais relíquias lhe conferem habilidades extras, durante o jogo, tais como imunidade a “Poison”, “Curse”, e etc… felizmente algumas delas você só irá ter acesso lá pelo final do jogo mesmo, caso contrário não iria ter a mínima graça…

Além dessas relíquias, há também os itens colecionáveis um pequeno “passatempo” que os caras da Konami implantaram em Harmony of Dissonance, que consiste em encontrar algumas mobílias (???) espalhadas pelo castelo e colocá-las numa sala especial, que Juste Belmont achou que ficaria melhor se fosse decorada com alguns móveis. São 31 mobílias ao total, encontradas no decorrer do jogo, que o Belmont terá que carregar nas costas se quiser redecorar sua sala especial. Fazendo isso você garante uma ceninha extra no final (final bom) do jogo!

Um não! DOIS:

Gráficos coloridos de mais para uma Castlevania!

Gráficos coloridos de mais para um Castlevania!

Como se não bastasse ter que revirar um castelo inteiro atrás de mobílias, relíquias e tomos, Harmony of Dissonance oferece, não um, mais DOIS castelos enormes a serem explorados…

E não! O segundo castelo não é invertido como em Symphony of the Night! E você também não terá que explorar o primeiro castelo inteiro até ter acesso ao segundo. Você irá explorar os dois castelos simultaneamente, várias lugares do castelo A, só podem ser acessados se for aberto caminho pelo castelo B, então se preparem para uma “aventura em dobro” e adianto, os castelos são enormes e não é raro que você tenha que percorrer um longo caminho a pé, já que os portais de transição, que também serve de tele porte (abaixe diante de um portal para ser levado a outro portal em outro ponto do mesmo castelo) estão muito longe um dos outros, o que pode tornar a exploração depois de um certo ponto um tanto quanto monótona.

Gráficos melhorados e cores berrantes!

Apesar de todas as melhorias em relação ao antecessor, dois castelos, história mediana, vários extras (feche o jogo e descubra) o jogo ainda consegue ser falho em vários outros aspectos:

Aura azul berrante!

Aura azul berrante!

Além de ser demasiadamente fácil, graficamente apesar de ter melhorado muito em comparação a Circle of the Moon, que possuía gráficos simples, e que de quebra não ficava lá muito bem na tela do GBA original, devido ao tom escuro dos cenários, Harmony of Dissonance trás um jogo que, fica bem em “qualquer tela”, mas peca na “poluição visual”.

Alem de cenários muito coloridos (coloridos demais para um Castlevania) e repletos de frescuras, as roupas e a falta de detalhes dos protagonistas deixam muito a desejar… Juste deixa uma aura azul berrante pelo caminho e a roupa de Maxim não podia ser mais feia.

Enquanto os monstros, desde um simples esqueleto e principalmente os chefes esbanjam detalhes, os protagonistas carecem de quadros de animação e expressões…

Músicas muito aquém do padrão da série…

Infelizmente a trilha sonora, chega a ser deprimente, como se não bastassem às composições fracas para o padrão da série, os samples de áudio parecem terem saídos de um NES, ao invés de um GBA.

Tudo bem que o som do Game Boy Advance nunca foi lá essas coisas mesmo, e canal de 8 bits do console foi usado intencionalmente. Mas francamente, a Konami errou, e errou feio nesse quesito, se ao menos as músicas fossem boas (como sempre foram em todos os jogos) ainda daria pra engolir aqueles samples de 8 bits buzinando na sua orelha, mas infelizmente, além da baixa qualidade as músicas estão ruins mesmo, sem mais!

Com certeza o maior ponto fraco do jogo, em minha opinião, e consequentemente, o pior de todos! Para um Castlevania, isso é inaceitável!

Pelo menos os efeitos sonoros estão um pouco melhores, mas ainda assim não chega a equilibrar a falta de qualidade das músicas, algo que sempre marcou presença na série, desde os primórdios com composições pomposas e imerssivas.

Felizmente, mais uma vez a Koji Igarashi parece ter ouvido as inúmeras críticas de fãs furiosos, pois Aria of Sorrow apresenta uma trilha sonora soberba! Mas isso já é assunto para outro review!

Para resumir:

Apesar de todos os contras Castlevania: Harmony of Dissonace ainda assim consegue ser um bom jogo e bastante extenso. Seja por possuir dois castelos, inúmeros itens para serem encontrados e uma historia simples, porém funcional! Os vários extras, tais como o “Boss Rush” além outras surpresinhas, (Feche o jogo e descubra) que o farão durar ainda mais, esse é um dos poucos casos onde as qualidades superam os seus defeitos. Sendo um jogo obrigatório para qualquer fã da série!

Próxima – Part XV

Uma resposta para Castlevania – Part XIV

  1. Concordo com você em relaçao ao som so jogo, deixou a desejar, quanto a dificulde essa é mediana, pois devemos pensar que existem pessoas que estao principiando na série, todavia se fizermos uma comparaçao com Circle of the Moon e até mesmo com outros da série realmemte esse é o que possui maior facilidade, já no que tange ao game em si, digo a aventura, quase tao estenuante quanto Sinfonia da Noite.
    Contudo existem outros jogos da série que suprem essas necessidades. Até.

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