
Após algumas desventuras da série no N64, Castlevania finalmente havia se reencontrado no GBA, com dois ótimos jogos. No entanto em 2003, a Konami iria mostrar ao mundo o que mais tarde se tornaria um dos melhores episódios da série. Sim! Castlevania – Aria of Sorrow, não só conquistou os fãs, como trouxe de volta todos os aspectos memoráveis do que um bom Castlevania é feito! Resumindo, se existe um jogo que é capaz de fazer frente com o Symphony of The Night, bem, em modesta parte, esse é o jogo!
Caslevania – Aria of Sorrow:

Capa do Jogo
O ano é 2035, enquanto Soma Cruz (um estudante de ensino médio que está fazendo intercâmbio no Japão) está indo se encontrar com sua amiga de infância Mina Hakuba (possível referência à Mina Harker de Drácula) em um templo que possuí fortes laços a mitologia japonesa, para ver o primeiro eclipse solar completo do século XXI. No entanto a escadaria que leva ao topo do templo parece estar maior do que o de costume, como se algo os tivesse tentando impedir que se encontrassem… O sol negro está reunindo a escuridão caótica, como se uma alma adormecia estivesse a procura de sua outra metade…
Após despertar, Soma Cruz e Mina é atacado por algumas criaturas, e Genya Arikado (um misterioso homem que mais tarde vocês vão descobrir quem é) acaba com todos eles, mas não antes de Soma absorver sua primeira alma.
Genya, explica à eles que estão no castelo do Dracula, e que mesmo estava aprisionado na escuridão de um eclipse…
Bem, já deu pra ter uma noção do enredo, e com certeza um dos principais trunfos de Aria of Sorrow: as almas!
Drácula, que havia finalmente havia sido morto em 1999 por Julius Belmont e mais alguns caçadores, teve o seu castelo, símbolo máximo de seu poder demoníaco, aprisionado “dentro” de um eclipse solar e com isso terminando seu ciclo de regeneração.
No entanto uma profecia diria quem em 2035, um novo mestre viria para o castelo, e tomaria para si todos os poderes do Conde, absorvendo toda a maldade existente no castelo, e conseqüentemente se tornado um “novo” Drácula!
E advinhem só quem é o aspirante à senhor das trevas…
A alma de Castlevania foi resgatada!!!
Todos o inimigos do castelo, desde um simples esqueleto, até os chefes mais poderosos, possuí uma alma. Podendo ser absorvida por Soma, depois de vencido, o que garante algumas habilidades extras ao protagonista ao custo de MP.
Existem quatro tipos de almas ao todo: As “Bullet Souls” de cor vermelha, que como o próprio nome sugere conferem à Soma Cruz a habilidade de arremessar coisas, como se fosse uma sub-arma comum; às “Guardian Souls” de cor azul, geralmente invocada, que irão lhe ajudar a atravessar certos obstáculos pelo castelo, como é o caso da “Flying Armor”, por exemplo; às “Enchanted Souls” de cor amarela, que confere à Soma, algumas vantagens, como imunidade a “Poison” ou aumento em algum atributo, quando equipadas e por último às “Ability Souls” de cor prateada e uso variado, como o salto duplo por exemplo. Ambas as almas Enchanted (Amarela) e Ability (Prateada), não consomem MP, sendo necessário apenas estar equipada, no caso das Enchanted ou ativada, no caso das Ability.
Existem basicamente duas maneiras de se absorver essas almas: a primeira delas e a mais comum de todas são derrotando algum inimigo, que dependendo de sua sorte poderá absorver sua alma. Outra é destruindo algumas estátuas pelo castelo, que geralmente fornece são necessárias para se prosseguir na história, não dependendo de nenhum status!
O mais legal de tudo é que o sistema de “Souls” não é apenas um modo para se usar das habilidades do jogo, e está totalmente ligado ao enredo, visto que se você quiser fazer o final verdadeiro terá que ter equipado todas as três almas de Dracula: Succubus; Giant Bat e Flame Demon, antes de socar Graham Jones (que acredita ser Dracula, só porque nasceu no exato momento que Dracula morreu!) Bem acho que contar mais é estragar a surpresa caso você ainda não tenha jogado…
Gráficos ótimos e trilha sonora melhor ainda!

Gráficos na medida certa!
Enquanto que Circle of the Moon trazia gráficos escuros, personagens simples e que de quebra não ficava muito bem na tela do GBA devido à iluminação passiva, Harmony of Dissonance trouxe gráficos coloridos que ficavam ótimos em qualquer tela, mas em compensação pecava pela poluição visual e era colorido demais para um Castlevania, Aria of Sorrow, reuniu o melhor dos dois mundos, trazendo gráficos sombrios, no entanto não de forma exagerada como no primeiro jogo á ponto de atrapalhar a visualização, mas sem deixar de lado, os cenários detalhados e bem trabalhados como em Harmony of Dissonance, só que sem suas cores exageradas! O resultado: um dos melhores gráficos do GBA, e toda arquitetura gótica que estamos acostumados com um jogo da série!
Já a trilha sonora, após o desleixa da Konami com Harmony, que trazia músicas fracas tanto em reprodução, quanto em composição, Aria of Sorrow retorna com uma trilha sonora incrível, que só perde para Symphony of the Night em minha opinião. Apesar dos Samples de áudio simples, afinal, nem de longe da pra comparar o GBA com um PSX, às músicas, todas, sem exceção estão muito bem composta e imersivas.
Os efeitos sonoros também ficaram ótimos, existem até algumas pseudo vozes para os personagens…
Jogabilidade mais que perfeita!

A famosa biblioteca... Deve haver livros do mundo inteiro aqui!
No geral, Aria of Sorrow, segue a linha de seus antecessores pós SotN, trazendo um mapa enorme a ser explorado divido por áreas temáticas, que a principio não podem ser acessadas, sem que antes se consiga algum item específico (Aqui no caso Souls). Os elementos de RPGs também se fazem presente, sendo possível subir de nível derrotando monstros e comprar itens e equipamentos na lojinha.
A jogabilidade também se mantém fiel ao estilo, com controles simples e eficientes. Soma Cruz está muito bem animado e detalhado, enquanto que os controles respondem rápido a ação. Realmente não há do que se reclamar!
Para resumir:
Em fim, Castlevania – Aria of Sorrow fechou com chave de ouro sua passagem pelo Game Boy Advance, trazendo um jogo excelente e um protagonista interessante. Não é a toa Aria of Sorrow, adquiriu rapidamente o Status de melhor jogo do ano, ou até ouso dizer, melhor jogo do estilo no GBA! Seja fã ou não, Castlevania – Aria of Sorrow é um jogo obrigatório para qualquer fã de games em geral!
Ainda em 2003, a Konami mais uma vez se arriscaria no universo 3D com a série Castlevania, carregando consigo todo o peso de se produzir um jogo à altura da franquia para o PlayStation 2. Que embora não fosse perfeito, Lament of Innocence foi um bom jogo, sendo suas maiores criticas não pelo o fato de ser totalmente em 3D, mas sim por sua história, bem mas isso já é outro assunto!
Neo Dracula!
Parabéns pelos reviews!
Eles estão legais, e são escritos por quem ama a série. =)
Só dê uma revisada pra evitar alguns erros de ortografia, mas os posts estão muito bons!
Obrigado pelo comentário ferques. Realmente qnt aos erros de ortográfia são inevitáveis as vezes… e olha que eu uso o Word pra escrever, só q às vezes na pressa uma ou outra coisa acaba passando mesmo…