
Castlevania: Lament of innocence, pode ser considerado, como o primeiro da série a “dar certo” no universo 3D. Sendo suas maiores críticas, não pelo fato de ser em três dimensões, ou por sérios problemas na câmera. Mas sim por seu enredo, que convenhamos, foi um choque para muitos e ainda hoje, causa um certo “alvoroço” na cabeça dos fãs mais antigos da série, e até mesmo aos fãs de Symphony of the Night! Então, vamos lá?
Castlevania: Lament of Innocence:

Por pura ironia, como já foi dito acima, a maior polemica gerada por Lamment of Innocence, não foi pelo fato de ser poligonal. Antes de seu lançamento, o primeiro jogo, na cronologia oficial da série era Castlevania Legends, lançado para o Game Boy em 1998. Que trazia como protagonista, a destemida Sonia Belmont, a primeira mulher a figurar o papel principal em um Castlevania. A história de Legends se passava, anos antes de Castlevania III para NES, sendo Sonia futuramente a progenitora de Trevor Belmont! Mas o que isso tem haver com a história de Lamment? Simples, no manual de Castlevania Legends, ficava claro de que Sonia era a primeira da linhagem dos Belmonts, a chicotear a cabeça de Dracula, e o “ponta-pé” inicial da Série! Mas com a criação de Lament of Innocence, e seu protagonista Leon Belmont, tudo isso foi por água abaixo… Sendo Sonia, assim como Castlevania Legends expurgados da cronologia oficial, pelo produtor da série Koji Igashi!
A história de Lament, se passa no ano de 1094, ou seja, 356 anos antes dos eventos ocorridos com Sonia em Castlevania Legends! Mas, voltando a história, como já foi dito, o jogo se passa no final do século X. Na época dos Cruzados. Leon Belmont e seu fiel amigo Mathias Cronqvist vêm travando diversas batalhas, em nome da Igreja e de Cristo. Juntos, ambos formavam um time imbatível.
Um dia a esposa de Mathias, Elisabetha morre, fazendo com que o mesmo se permanecesse recluso. Algum tempo depois, Mathias finalmente resolve aparecer, para dizer à Leon, que sua noiva Sara, havia sido raptada por um vampiro chamado Walter. E que a moça, estava sendo mantida em cativeiro em seu Castelo.
O Belmont, então parte sozinho apara o Castelo amaldiçoado, após renunciar o seu título de Cavaleiro. No caminho, ele conhece Rinaldo, um misterioso Alquimista, que lhe explica sobre o local e entrega para Leon, um chicote criado por magia, o famoso Vampire Killer. Só que o mesmo ainda não estava “completo”, mas seria útil para o Belmont lutar contra as criaturas que encontraria pelo caminho!
Do 2D para 3D:

Modelos 3D bem definidos!
Apesar da mudança de ambiente, o esquema de exploração, adotado pós SotN, foi mantido, de uma certo modo! Logo de ínicio, o jogo trás 5 áreas já abertas para serem exploradas no saguão principal do castelo. Mas como essas áreas, possuem portas ou caminhos, que só podem ser abertos após o jogador pegar uma chave, ou relíquia especifica, fazendo com que seja impossível explorar uma área por completo, sem que haja a necessidade de voltar à elas no decorrer do jogo! E a última área só é liberada após o jogador derrotar todos os chefes das áreas iniciais.
A transição de ambiente, pode parecer um tanto estranha no começo, principalmente para quem tá acostumado com os jogos em 2D dá série. Mas nota-se que ouve um grande empenho por parte de IGA, para trazer a magia do universo 2D para o mundo poligonal! Os gráficos estão muito bem feitos, seguindo o padrão PS2 de ser, dos jogas da época!
Todos os cenários são bastante variados, que vão desde uma bela catedral, no melhor estilo gótico, a calabouços aterradores. Todos retratados com muito bom

Os cenários são bem detalhados!
gosto e usufruindo ao máximo, do que a tecnologia tinha a oferecer na época! Os bonecos são bem definidos, apesar da baixa contagem de polígonos, e as texturas não decepcionam!
A clássica Clock Tower, presente em todos os jogos da série, aqui não aparece. Para a alegria de uns ou tristeza de outros, por um simples motivo: Os relógios mecânicos só foram inventados no século XIII. Realmente nota-se, que houve toda uma pesquisa, por parte dos produtores do jogo, em relação à época em que ele se passa!
Jogabilidade frenética e uma HUD estranha:
A jogabilidade em si, funciona muito bem, como um bom jogo de ação 3D deve ser. Sim, IGA jogou uma tonelada de títulos poligonais, e conseguiu aproveitar, o que cada um tinha de melhor em Lament. Mas nem tudo são flores. Apesar dos comandos funcionarem muito bem, e uma câmera, que pode não ser perfeita, mas também não chega ser nenhum problema, o jogo possuí uma interface um tanto estranha, e até certo ponto, um tanto difícil de acostumar.

Dessa vez a transição de ambiente foi bem menos traumática!
O problema está no uso de itens e troca de armas durante a jogatina, que tem que ser feito em tempo real. Por exemplo, é um tanto complicado o uso de um item de cura, quando se está rodeado por criaturas, ou durante uma batalhe épica contra um chefe! Já que ao selecionar, algum item, Leon fica completamente indefeso aos ataques. Visto que essa seleção é feita em real time, por um pequeno menu na tela, enquanto o jogo permanece correndo normalmente! E não me pergunte o porquê, não existe como fazer isso através do menu principal, como nos jogos anteriores!
A troca de relíquias e Orbs também são um tanto quanto complicadas, já que é tudo feito em real time também, e o menu não é nada intuitivo, principalmente no começo! Talvez IGA não quisesse que a ação fosse interrompida, ou quem sabe foi proposital para aumentar a dificuldade do jogo, como a retirada dos pontos de experiência dos jogos anteriores. Se foi essa a intenção, ele conseguiu, pois Lament of Innocence, não é um dos jogos mais fáceis da série!
Trilha sonora e efeitos sonoros majestosos!
Como sempre, a excelente trilha sonora marca presença em Lament of Innocence, trazendo composições sombrias e de atmosfera gótica. A grande maioria das músicas é orquestrada, e instrumentos como a Guitarra Elétrica foram abolidos, por não combinarem com a época, nem o clima do jogo! Mas isso nem de longe chega a ser um defeito, muito pelo contrário! Entre as músicas, podemos destacar a musica tema de Leon Belmont, que retrata com perfeição o clima de vingança e o que o personagem ta passando. Mas infelizmente, o único defeito encontrado na trilha sonora, é o tema da área Anti-Soul Mysteries Lab, que possuí uma pegada Techno, que chega a ser irritante. Engraçado, não quiseram usar guitarras por não combinar com a época, mas usaram musica eletrônica, vai entender! Mas tirando isso, mais uma vez, Michiru Yamane se superou com a trilha sonora!
Os efeitos sonoros, também são excelentes e abundantes, praticamente qualquer criatura tem um efeito sonoro único, o que garante uma boa diversidade ao jogo. É possível ouvir de longe, um esqueleto se aproximando, o rugido de alguma criatura obscura ao longe, como se ela fosse aparecer a qualquer momento na sua frente, aumento o clima de tensão no jogador.
Tanto as vozes quanto a narrativa estão excelentes. A dublagem é convincente e as vozes combinam bem com o personagem, aliás, é um dos poucos jogos em que a dublagem em inglês, chega a superar a japonesa. Nesse quesito, realmente não há do que reclamar.
Para resumir:
Apesar de estar longe de ser o Castlevania em 3D ideal, o jogo conseguiu cumprir bem o seu papel, e apagar aquele gosto amargo deixado pelo Nintendo 64. Percebe-se de que realmente houve uma preocupação, por parte dos produtores em fazer com que a transição entre o 2D para o 3D, fosse a menos traumática possível. Tanto é que não foi! Mas infelizmente o jogo ainda peca em alguns pontos.
A jogabilidade apesar de ser bem fluída, nem sempre chega a ser precisa. Saltar em cima de alguma plataforma muito pequena, ou quando é preciso dar vários saltos pelo ar, e se agarrar com o chicote em algum obstáculo para prosseguir, pode ser frustrante às vezes. Mas nada de que um pouco de tentativa e erro não resolva!
Tirando isso, o maior problema é com certeza o esquema dos itens em tempo real, que convenhamos, não é nada prático, e dependendo da situação, pode ser fatal. Diferenças de jogabilidade a parte, o maior problema mesmo é o seu enredo que desagradou muitos fãs! Não sei do seu desfecho, simplesmente porque não joguei até o fim, mas muitas duvidas ficaram no ar, ao menos para mim, principalmente com a origem de Alucard…
Até a Próxima!
o castlevania em 2d era bom mais agora ta otimo pois esta em 3d
Ritcher gostaria de convida-lo a participar do MEME Pecados gamisticos, espero que possa se juntar a nos!
O MEME começou no games retrô, e o GLStoque esta dando uma força.
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Realmente aquilo lançado no N64 não é castlevania mesmo, controles confusos, e de dificil adaptação, ao menos eu sofri, e os graficos são horriveis -_-”
Até posso estar julgando precipadamente, devido ao fato de que não insisti muito na jogatina.
Mas a historia e os graficos não empolgaram nem um pouco,rsrs
Castlevani em 2D rules
Cara, preciso ter esse game no meu ps2, lembro que passei longe dele, depois de ver conversões não dando certo.
Mas lendo seu comentario, o game pareceu mais interessante, mas irei dar uma conferida quando sobrar um tempo
Vai na fé, eu em particular não gostei muito! Sei lá, pra mim, Castlevania tem que ser 2D! Mas é um bom jogo sim… IGA pode não ter feito o Castlevania em 3D perfeito, mas nem se compara com as “aberrações” do Nintendo 64…