Final Fantasy X e o PlayStation 2

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Listen to my story.
This may be our last chance…

Não vou negar que Final Fantasy é uma das minhas séries favoritas de RPGs, embora atualmente eu esteja um tanto quanto “decepcionado” com a franquia e até mesmo com o rumo que a Square Enix tem tomado – eu classificaria até como uma relação de amor e ódio – mas fato é, que praticamente todos os consoles que eu tive ou que eu que eu quis ter, foi sim, para jogar algum jogo da franquia. Inclusive minha última aquisição – um PS4 que comprei em meados do ano passado, foi devido ao remake de Final Fantasy VII.

Assim como também comprei um PS3, lá para idos de 2008/9 – não lembro ao certo a data, devido ao “misterioso” Final Fantasy Versus XIII, que naquela época todos acreditavam que seria lançado algum tempo depois de Final Fantasy XIII, mas que hoje é o nosso tão aguardo Final Fantasy XV. Uma curiosidade é que eu tenho mais de 20 horas registradas no Episode Duscae, a demo que veio junto com o Type 0 para o PS4.

Mas esse texto aqui não é para falarmos da franquia em si, mas sim de um jogo especifico. Final Fantasy X e das minhas loucuras e aventuras para conseguir jogá-lo! Que embora não seja o meu favorito, esse cargo se divide entre o VI e o IX, mas é um dos prediletos e que possuí uma carga nostálgica muito alta para mim.

Tidus era um personagem que eu odiava, mas que no decorrer da trama aprendi a gostar!

Tidus era um personagem que eu odiava, mas que no decorrer da trama aprendi a gostar!

Minha intenção não é fazer um review, analise ou nada do gênero, mas sim de expor a vocês, um pouco de minha experiência como gamer –  embora essa palavra hoje em dia tenha se banalizado e qualquer jogador de Minecraft se classifique como gamer (N.R: sabe nem montar uma casinha no Minecraft e vai falar dos caras lá), nada contra o jogo, mas… voltando ao escopo do texto, no começo dos anos 2000 era um dos jogos que eu mais desejava. E o pior, naquela época eu sabia que nunca teria condições de bancar um PlayStation 2.

Tudo começa em meados de 2001. Eu tinha um computador com acesso à internet discada, através de uma linha telefônica analógica com um softmodem de 56Kbps. E como já mencionei em algum outro texto, naquela época internet para mim se resumia em games. Minhas primeiras pesquisas, não foram pornografia, nem nada do gênero, mas sim vídeo games, rpgs, emuladores e etc… (N. R: Já as pesquisas posteriores… vai, assume!)

Vamos voltar no tempo

Eu realmente adoro usar essa frase! Era idos do ano de 2001 em uma tarde de sábado qualquer. Estava eu, um colega de escola – muito querido por sinal, que infelizmente hoje em dia perdi o contato. – Inclusive, deixo até um pedido de desculpas, caso algum dia esse artigo chegue até você, não vou citar nomes mas provavelmente irá se identificar e se lembrar!

Pois em determinado momento em um intervalo de aula, havia chovido bastante no dia anterior…

No pátio do colégio havia uma muretinha de uns 50 centímetros, e estava lá, esse meu colega com um saquinho de Cheetos, ou qualquer outro salgadinho do tipo, curtindo o intervalo.

E eu, um grande filho da puta, não lembro ao certo o motivo, provavelmente não havia nenhum motivo especifico, era tudo em prol da zueira – pois vocês sabem, a zueira, não tem limites! O empurrei dessa mureta, fazendo com que ele rolasse na lama que estava do outro lado devido as chuvas do dia anterior. O engraçado é que eu fiz isso sabendo que iria apanhar! Provavelmente assim que esse meu colega se levantasse iria cair de socos e chutes em cima de mim. Mas não! Ele fez algo muito pior, atirou o saco de salgadinho longe e correu emburrado em direção a Diretoria. (N. R: Seus pais eram frequentadores assíduos da escola pelo visto)

E como minha reputação na escola já não era das melhores… pensei: – FODEU para mim! Não lembro direito o que aconteceu, muito provável tomei uma advertência “daquelas”, mas o que importa é que algum tempo depois estávamos sentados em frente ao computador, em minha casa, pesquisando as novidades da sexta geração que era o assunto do momento.

A primeira vez que vimos isso , achamos se tratar de uma CGI, se não fosse pelo minimapa no canto, não teria caído a ficha!

A primeira vez que vimos isso , achamos se tratar de uma CGI, se não fosse pelo minimapa no canto, não teria caído a ficha!

Naquela época nós respirávamos vídeo game! Eu estava zerando pela primeira vez, Final Fantasy VII em um emulador para PC. E todos ficávamos bestificados com o salto tecnológico de uma geração para outra.

Estávamos super empolgados, tanto com o Game Cube, com o lançamento do “novo” Zelda e Luigi’s Mansion, quanto com o PlayStation 2. E um dos jogos que mais chamava atenção era Final Fantasy X e o primeiro Devil May Cry.

Nesse mesmo dia baixamos um trailer do jogo, com mais de cinco minutos de gameplay, o que levou quase uma tarde inteira para finalizar. Mas foi graças ao DAP (Download  Acelerator Plus), um programinha bem famoso na época que gerenciava o download, e caso caísse a conexão ele permitia recomeçar do ponto em que parou, que conseguimos finalizar. E todos exaltamos a qualidade gráfica de Final Fantasy X!

Era de impressionar, como os gráficos in game era praticamente uma CGI do PS1. A gente mal podia acreditar naquilo. Esse meu colega, um pouco mais abastado, se não me engano já possuía um Dreamcast nessa época, mas eu, cujo único modo de jogar jogos de PSOne era através da emulação, realmente havia ficado MUITO impressionado com tudo aquilo.

Eu chegava a sonhar com o mundo de Spira, e imaginar quais tipos de aventura me aguardavam naquele lugar. Comecei a incessantemente a pesquisar fatos acerca do jogo, imagens e quaisquer outra coisa que remetia ao mundo de Final Fantasy X. Era desespero mesmo!

Mas foi só um ano depois, praticamente – eu me lembro como se fosse um AVI em minha mente, do dia em que eu decidi matar aula, para ir até o “arcadinho” (basicamente uma casa, cujo o dono possuía uma coleção de vídeo games e alugava a hora para quem quisesse jogar) próximo da escola, ele que já tinha há algum tempo um Playstation 2, a hora era até mais cara inclusive que os demais consoles, e eu gastei todo o dinheiro do lanche para jogar Final Fantasy X. Fomos eu e mais um colega.

Parecia uma aventura, você, com seus 15/16 anos cabulando aula para ir jogar vídeo game! – É, naquela época eu matava aula para jogar e não… bem… vocês sabem, encher a cara! (N. R: Você está pedindo meus comentários nesse artigo, não é possível… Tira esse “não” daí!)

E então que essa intro, explodiu na minha cara:

Lindo demais! Nobuo Uematso na música, toda melancolia da cena embargada pela ÓTIMA trilha sonora, o detalhe dos rostos dos personagens, expressões faciais – algo inédito para série até então. Parecia um sonho! E de fato um PS2 era um sonho de consumo inatingível naquele momento.

Joguei, não lembro ao certo por quanto tempo, se foi uma ou duas horas. Não deu para avançar muito, até porque eu queria apreciar cada momento de gameplay. Toda aquela ação no começo, com Zanarkand sendo destruída por Sin em uma CGI lindíssima! As primeiras batalhas, Tidus sendo “sugado” para Spira, dentre várias outros coisas,  que fizeram essa uma ou duas horas que havia alugado, voar! E o mais longe que consegui chegar foi um pouco antes de Tidus encontrar Wakka pela primeira vez.

E mesmo após tendo retornado algumas outras vezes lá, infelizmente, quando não era meu save apagado – sabe como é, Memory Card era comunitário.  Nesse vai e vem, uma das vezes que retornei o PS2 havia dado problema no leitor e nunca mais pude jogar novamente esse game, até por volta de 2006, quando finalmente pude comprar por conta própria o meu tão sonhado PlayStation 2. Que aliás, tenho ele até hoje funcionando perfeitamente!

O Meu Primeiro PlayStation 2:

Há dez anos atrás, contrariando muitos que pregavam que vídeo game era coisa de criança e que assim que eu crescesse acabaria por esquecer tudo isso, já com meus vinte anos de idade, eu finalmente pude adquirir esse meu tão sonhado console.

A doce e bela Yuna!

A doce e bela Yuna!

Naquela época, como eu já trabalhava, ou melhor fazia bicos como profissional de TI, meu computador pessoal já era um tanto quanto avantajado em termos de hardware. Se não me falha a memória era um Atlhon 64, com 1 GiB de RAM, acompanhando por uma GeForce 6600 GT, que embora não fosse a top de linha, se eu não me engano em 2006 eram as GF 6800 que ocupavam esse cargo, mas que também não era qualquer placa! Com um detalhe, também possuía uma placa de som: uma Audigy 2 Zs da Sound Blaster. Como eu estudava guitarra nessa época, era com essa placa que eu podia tocar meus heavy metal – meu estilo musical favorito desde que me conheço por gente, utilizando softwares específicos que simulavam os presets dos amplificadores e pedais mais famosos.

Basicamente a guitarra era ligada na entrada de microfone da placa, que por sua vez estava conectado ao auxiliar de um aparelho de som, já bem antigo, mas cujas caixas eram bem potentes. Mas fato é, que já cansado dos jogos que tinha para PC, praticamente tudo o que eu jogava eram emuladores ou um ou outro jogo de corrida e tiro em primeira pessoa, o mais notável e nostálgico, ao menos para mim eram Unreal Tournament, que depois de Quake e Doom, era O FPS que definia a plataforma PC, enquanto que nas pistas esse cargo ficava com o saudoso Need for Speed Most Wanted, que explodiu na época.

Até hoje ainda tenho a ISO original em meu computador, e esporadicamente ainda dou a minha jogadinha, sempre que bate aquela saudades, obviamente cheio de hacks para wildscreen, 1080p e etc.

Mas por que estou falando isso? Pois fui justamente com a venda dessa placa de vídeo, juntamente com a placa de som que consegui juntar dinheiro para comprar o PlayStation 2.

Ah... como eu tinha ódio desse cara...

Ah… como eu tinha ódio desse cara…

Eu me lembro de ser inclusive taxado de maluco nos fóruns, quando eu disse que iria fazer isso, ainda mais naquele ano de 2006, época de transição de geração, com PS3 saindo do forno no Japão e X-BOX360 já abocanhando sua parcela do mercado, trocando peças relativamente “poderosas” em um console que já estava praticamente em defasagem. Mas eu não quis saber!

Até alguns anos atrás, não existia essa festa de multi plataformas que é hoje em dia. E os jogos que por anos já estavam entalados na minha garganta estavam no PlayStation 2! Era Kingdom Hearts, Dragon Quest VIII, Dark Cloud, Devil May Cry, Castlevania, Shadows of the Colossus, ICO e obvio que dentre deles estavam Final Fantasy X e o AGUARDADÍSSIMO Final Fantasy XII que sairia ainda naquele ano!

Não pensei duas vezes e fiz o que todos classificaram como loucura! Troquei e não vou negar que fui muito mais feliz, em termos de jogos com o PS2. Era praticamente um grito de “liberdade” se for levar em consideração que eu estava em um hiato de mais de cinco anos sem console nenhum, e tendo que me virar como podia com a emulação e os poucos títulos para PC, que realmente me interessavam. (N. R: que vida difícil…)

E obvio que o primeiro jogo que baixei – sim, eu não tinha escrúpulos, foi Final Fantasy X e Tales of Legendia. Foram praticamente dois dias e uma noite de download, em minha internet de 500Kbps. Mas enquanto o download não terminava, eu me divertia com Castlevania – Curse of Darkness e Atelier Iris 2, que escolhi como brinde para o vídeo game.

E sendo assim, finalmente eu pude jogar aquele jogo que tanto sonhava! Sem limites de tempo, sem nenhum“fi duma égua” para apagar meu save. Sem aquela barulheira da molecada berrando e atrapalhando meu áudio, enfim, Final Fantasy X era todo meu!

Não sei por quanto tempo o joguei, mas em questão de uma semana já estava bem avançado no game. Aquele jogo não parava de me impressionar, mesmo que nessa época eu já notasse uma certa defasagem gráfica, afinal, eu havia saído do PC para um console, mas isso não me incomodava nem um pouco!

Final Fantasy X era lindo em sua essência! Sua estória é uma das melhores da saga e seu desfecho um tanto quanto triste e emocionante. O mais engraçado é que o amor e carinho que tenho por esse jogo, se torna em decepção por sua continuação! E olha que eu tentei! Tentei jogar e gostar… mas isso já é assunto para outra ocasião!

Eu poderia ficar aqui horas e horas falando (escrevendo) acerca do PS2 e dos jogos que tanto me marcaram nessa época, mas devido a tudo isso, sempre quando eu penso no PlayStation 2, é Final Fantasy X o primeiro jogo que me vem à mente!

Porém oportunidades e histórias como essa, é o que não vai faltar para preencher esse diário! Então eu vou ficando por aqui. Um grande abraço e até a próxima!!!

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Especial Chrono Trigger – PART I

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O milênio, um portal é aberto! As correntes do tempo são quebradas. Um jovem é transportado ao passado, alterando o rumo da história e as consequências do futuro. Ele tem de encontrar seu caminho de volta para casa, mas antes ele precisa viajar para outras eras e reparar a cronologia do mundo. No trajeto, ele encontra estranhos amigos e rivais, utiliza incríveis dispositivos e veículos, atravessando e neutralizando as fortalezas do passado, presente e futuro. Um paradoxo acaba por ser criado. Se ele não restaurar a ordem do tempo, nada mais será o mesmo. Ele é o único que pode ser o herói. Seu nome é Crono.

No ano de 1995 o mundo dos RPGs nunca mais seria o mesmo! Pois Chrono Trigger seria lançado no Japão, para o Super Famicom. E para um bom entendedor do assunto, acredito que não restam dúvidas, já que se trata de um dos maiores, se não o melhor RPG já feito na história dos vídeo games!

Graças à renomada união de desenvolvedores, conhecida como o Dream Team o tão famoso time dos sonhos. Contanto com nada menos que: Hironobu Sakaguchi (Final Fantasy), Yuji Horii (Dragon Quest) e Akira Toriyama (Dragon Ball), que até então representavam à união de duas empresas rivais: Squaresoft e ENIX – Rivalidade essa que garantiu a nós nos anos 90, obras inesquecíveis de ambos os lados.

O resultado? Bem, já era de se imaginar! Um jogo? Não… é pouco! Uma obra de arte sem igual que conquistou o coração de jogadores ao redor do mundo se tornando clássico absoluto!

Chrono Trigger surgiu em um dos melhores anos da Nintendo e mesmo dentre tantos outros jogos de sucesso, conseguiu deixar sua marca no já “cansado” Super Nintendo!

A História por trás do clássico!

Mas o que fazia de Chrono Trigger algo tão especial? Antes de abordamos esse assunto, vamos voltar no tempo e relembrar um pouco da história por trás desse jogo. Não o enredo, mas sim a história da empresa e das pessoas envolvidas em seu desenvolvimento.

Durante muito tempo a Square fui sinônimo de bons RPGs! Legado esse que começou lá em 1987 com o lançamento do primeiro Final Fantasy para o NES.

Masashi Miyamoto fundou a Square Company em setembro de 1983, sendo uma subdivisão de desenvolvimento de softwares da empresa de seu pai, a produtora de cabos elétricos Den-Yu-Sha.

Naquela época Miyamoto (não confundir com AQUELE OUTRO Miyamoto da Nintendo), acreditava que seria muito mais eficiente caso tivesse designers e roteiristas cooperando mutuamente em um projeto em comum. Vamos lembrar que antigamente os jogos eram simples e normalmente desenvolvidos por um único programador. Não havia esse conceito de equipe de desenvolvimento.

Os primeiros jogos lançados pela empresa foram The Death Trap e sua sequência Will: The Death Trap II, ambos desenhado por Hironubo Sakaguchi e lançados para o NEC PC-8801.

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Death Trap, o primeiro jogo jogo lançado pela Square e desenvolvido por Sakaguchi para o PC 88. O Jogo até que alcançou um sucesso mediano para época.

Em dezembro de 1985, a Square lançava para o Famicom o jogo Thexder. E em setembro de 1986 separou-se da empresa Den-Yu-Sha dando origem a Square Co., Ltd, tornando-se independente.

Com isso Sakaguchi passou a trabalhar em tempo integral como Diretor de Planejamento e desenvolvedor da empresa, lançando vários jogos sem alcançar muito sucesso no mercado. Então, a Square já a beira da falência e com orçamento para apenas mais um único jogo, inspirados pelo sucesso de Dragon Quest da Enix concentrava todos os seus esforços e recursos no desenvolvimento de Final Fantasy, a fantasia final, que graças as suas 400.000 cópias vendidas (acreditem, naquela época isso era uma quantia exorbitante) conseguiu tirar a empresa do buraco e garantir novas sequencias.

O importante a saber é que assim como Final Fantasy e Dragon Quest, Chrono Trigger é um dos RPGs mais influentes da história dos vídeo games.

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O Time dos Sonhos!

Tudo começou em 1992, quando três mentes criativas se encontraram em um evento nos Estados Unidos, e juntos eles combinaram de produzir um jogo que fosse diferente de tudo que já havia sido criado. Desenvolvido por um monte de produtores talentosos e reunindo nomes como Masato Kato e Yasunori Mitsuda o “novato” músico – que mais tarde seriam reconhecidos pelo belíssimo e aclamado Xenogears, assim como outros nomes de peso como Nobuo Uematsu, Kazuhiko Aoki além é claro do próprio Dream Team, já mencionado no início desse texto. Ao total foram mais de cinquenta pessoas que trabalharam na produção desse game. E o projeto era realmente ambicioso!

Não foram poupados esforços e nem sprites durante a sua produção. Já que a princípio o jogo seria desenvolvido para rodar no “Disk Driver”, aquele acessório que seria acoplado ao Super Famicom permitindo que o mesmo pudesse ler CDs, só que o acessório acabou sendo cancelado e mais tarde, virou o nosso tão conhecido PlayStation! Então a equipe teve que se virar para fazer caber tudo em um cartucho mesmo!

E o resultado disso tudo não poderia ser diferente. Foram milhões de unidades vendidas somente no Japão e uma legião de fãs incondicionais no resto do mundo, sendo considerado até hoje como um dos melhores jogos do gênero já criado, mesmo após mais de 20 anos de seu lançamento, o jogo não envelheceu nem um pouco!

E assim, nasce uma lenda!

Acorda preguiçoso, ta na hora de salvar o mundo!

Acorda preguiçoso, ta na hora de salvar o mundo!

Tudo começa com Crono, o protagonista principal sendo acordado por sua mãe. Sim! Crono é um baita de um preguiçoso e adora dormir! (N. R: vejo PROBLEMA NENHUM nisso! As pessoas são mais felizes dormindo!) Era finalmente o dia da Millenial Fair ou Feira do Milênio na Praça Leena, evento esse que Crono esperava ansioso por dias!

Aonde lá ele deveria testar mais uma das invenções malucas de sua amiga chamada Lucca. Porém no caminho ele acaba trombando com Marle, uma simpática garotinha de rabo de cavalo. E como um bom cavaleiro, Crono vai ao seu encontro e descobre que com a queda a garota perdeu um pingente de família, ele o encontra e devolve para ela!

Os dois começam a andar juntos até chegar a hora da apresentação da máquina de teleporte criada por Lucca. Mas algo acaba saindo errado quando Marle decide testar o equipamento. Ela desaparece dentro de um portal!

Vamos passear!

Vamos passear!

Crono vai atrás dela enquanto Lucca promete encontrar ele assim que descobrir o que de fato causou a anomalia em sua máquina. Então juntos eles descobrem que viajaram para o passado. E é aí que toda a aventura começa de verdade.

Após encontros e desencontros eles acabam encontrando mais um portal e se vêem forçados a entrar nele, mesmo sem saber aonde e quando iriam parar. Sendo assim o grupo viaja para o futuro, mas nada parece ser o que deveria. O mundo está acabado e o que restou da população sobrevive em condições precárias.

Lá eles descobrem através de um vídeo visto em um computador, que o mundo fora destruído por uma criatura chamada Lavos, que em 1999 emergiu da superfície causando toda essa destruição.

Ih... FODEU!!!

Ih… FODEU!!!

Crono e companhia decidem usar os portais do tempo para acabar com a criatura e impedir que o mundo seja destruído. Porém eles sequer fazem ideia do que estão enfrentando e das consequências que suas ações acarretariam, coisa que ficará muito mais evidente em Chrono Cross, quando formos falar sobre ele mais adiante!

Então nossos heróis viajam por várias eras, descobrindo a origem de Lavos e encontrando novos aliados para ajudar nessa missão!

Obvio que isso é só uma pequena parte do que de fato é a complexidade do enredo de Chrono Trigger. Abordando viagens no tempo como tema principal, suas ações no passado trarão consequências nos eventos no futuro. O que nos garantia uma trama nada linear. Embora ainda assim haja uma sequência predeterminada de eventos a serem seguidos, as possibilidades e variações eram muitas até o seu desfecho. E acabavam por quebrar por completo essa sensação de linearidade. Sem contar que o jogo contava com treze finais diferentes e há quem diga que exista até mais do que isso, mas em sua maioria são apenas variações dos treze finais oficiais mesmo!

E como em qualquer bom RPG cada um dos personagens possuem característica, estórias e motivações próprias. Não são muitos, como em Final Fantasy VI por exemplo, mas cada um deles foram construídos de maneira a esbanjar carisma e motivações únicas!

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Personagens

Vamos lembrar que o design dos personagens foi feito por Akira Toryama, então qualquer semelhança com Dragon Ball não é mera coincidência!

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Crono

Nome: Crono
Era: 1000 A.D. (presente)
Idade: 17 anos
Elemento: Luz/Relâmpago
Arma: Katanas e Sabres

Crono é o personagem principal do jogo, e sendo assim é o mais equilibrado tanto em ataques físicos quanto mágicos. Além de possuir boa defesa, seu elemento mágico é a Luz, mas ele também possui técnicas de combate bastante eficientes.

Crono é o típico herói calado. Usando o conceito “monomito”, ou a Jornada do Herói, é uma pessoa comum que acaba se envolvendo e fazendo parte de algo épico, mesmo contra sua vontade.

Esse conceito de narrativa foi e ainda é muito utilizado em estórias de aventura, tipo O Senhor dos Anéis, colocando o espectador no lugar do personagem principal. Algo típico dos jogos da série Dragon Quest, por isso que Crono não fala nada em sua aventura, dando a impressão de que os NPCs estão conversando diretamente com o jogador, aumentando ainda mais a imersão na trama.

Não se sabe ao certo sua origem ou como ele aprendeu a utilizar uma katana de forma tão eficiente. Há quem especule que sua verdadeira origem date do ano de 12.000 B.C. Já que como todos dessa época, Crono adora dormir e também possuí uma quedinha por gatos. Mas são só especulações mesmo! Seu nome é referência ao Deus do Tempo Chronos na mitologia grega, não confundir com Cronos, o titã.

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Luca

Nome: Lucca
Era: 1000 A.D.
Idade: 19 anos (presente)
Elemento: Fogo
Arma: Pistola e Martelo

Lucca é a amiga de infância de Crono. Inventora e inteligente, criou o teletransporte que acidentalmente abriu um portal do tempo, levando Crono e Marle ao passado. Também criou uma chave que é capaz de abrir qualquer portal temporal. É Lucca quem descobre a verdadeira origem de Marle, sendo responsável pelas maiores descobertas do grupo durante a jornada.

Seu elemento mágico é o Fogo e suas magias são bastante fortes. Mas em contrapartida seus ataques físicos e sua defesa não são lá muito boas. É a única personagem capaz de utilizar duas armas. Uma pistola para ataques a distância e um martelo para atacar inimigos que estão próximos. Mas isso é apenas simbólico!

Ela mora com sua mãe e seu pai também inventor em Truce. Carrega um trauma terrível de infância, motivo pelo qual se tornou tão boa em máquinas e eletrônica.

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Marle

Nome: Marle
Nome Verdadeiro: Nadia
Era: 1000 A.D. (presente)
Idade: 16 anos
Elemento: Aguá (gelo)
Arma: Besta

Marle é na verdade a Princesa Nadia do Reino de Guardia. Sendo o estopim de toda a trama, Marle pode-se considerar como a verdadeira personagem principal de Chrono Trigger, além de ser a personagem mais desenvolvida na estória. Ela tem uma personalidade forte, apesar de meio infantil às vezes. Fato esse que reflete também em seus atos, que cansada da vida de princesa, resolveu se disfarçar e dar uma voltinha pela feira, levando Crono e companhia à poucas e boas.

Marle é bastante alegre e otimista e possui uma quedinha por Crono! – É, a coitada da Lucca ficou só na friendzone mesmo! Mas se realmente rolam algo entre eles, vocês vão ter que jogar pra saber!

Seu elemento é a Água, porém no jogo ela só utiliza magias de gelo e cura. Assim como Lucca ela não é muito resistente, mas em contrapartida suas magias de cura são excelentes, sendo uma personagem indispensável para o grupo, principalmente no começo!

Esses são o trio de protagonista do ano 1000 A.D. O Reino de Guardia! Aonde Crono encontra as meninas na Feira do Milênio em celebração aos 1000 anos de reinado. Após alguns eventos somos levados para o ano 600 A.D.

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Frog

Nome: Frog (Kaeru no Japão)
Nome Verdadeiro: Glenn
Era: 600 A.D. (idade média)
Idade: 38 anos
Elemento: Água
Arma: Broad Sword (espada larga)

Lá encontramos Frog, um sapo que dedica sua vida em servir a Rainha Leene, que é uma antepassada de Marle!

Frog é na verdade o nobre cavaleiro Glenn, discípulo de Cyrus, capitão da Guarda Real do reino. Porém sua estória é uma das mais tristes durante o jogo. Glenn foi transformado em sapo durante um confronto com Magus, enquanto Cyrus é morto pelo mesmo. Sendo assim ele carrega um profundo ódio pelo feiticeiro.

Frog é um dos melhores e o mais equilibrado personagem depois de Crono. Possui uma força descomunal além de excelentes técnicas de combate com sua espada. Sendo o único capaz de empunhar a lendária espada Masamune.

Seu elemento mágico é a Água, que apesar de bastante eficiente não é muito poderosa. Mas em contrapartida suas magias de cura capaz de recuperar todo mundo na batalha são rápidas e excelentes. Então uma vez em que ele entra em definitivo para seu grupo, jamais deve sair!

Além de ter uma das músicas tema mais épica do jogo inteiro. Sério, da só uma olhada! Possui um forte senso de justiça e de lealdade para com o reino. Esse sapo não é de brincar em serviço não!

robo_avatar

Robo

Serial Number: R-66Y
Nome: Robo
Era: 2.300 A.D. (futuro)
Idade: 300 Anos +
Arma: Braço mecânico

Seguindo a ordem dos eventos, encontramos Robo no futuro apocalíptico de 2.300 A.D. Desativado a mais de 300 anos, Robo é consertado e reprogramado por Lucca. Ele aprende a ter sentimentos e adquiri um forte laço amizade pela inventora que o consertou.

Por se tratar de uma máquina, ele não possuí um elemento mágico definido. Mas suas técnicas na maioria causam efeitos semelhantes a Luz e Sombra. Robo é bastante forte em seus ataques físicos e suas técnicas também não são de ignorar. Sendo um personagem do tipo “pau pra qualquer obra” e vai bem em qualquer situação.

Devido a sua longevidade justamente por não se tratar de um ser vivo, ele acaba sendo de grande ajuda para o grupo em eventos futuros. Robo também possuí uma estória bem bonita durante o jogo.

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Ayla

Nome: Ayla
Era: 65.000.000 B.C. (pre historia)
Idade: 24 anos
Arma: Punhos

Chegando na pré história encontramos Ayla, uma mulher das cavernas que luta contra os Reptites. Uma raça de répteis semi inteligentes que pretendiam dominar o mundo naquela época. Além é claro do inúmeros dinossauros que infestam a região. Ela é a lider da Vila Yoka, sendo a mais forte de todos.

Seus ataques físicos causam um dano absurdo, e suas técnicas não se baseiam em nenhum elemento mágico. Justamente porque nessa época a magia ainda não havia sido descoberta. Mas não se engane! Ayla possuí os ataques mais poderosos do jogo, apesar de não utilizar nenhuma arma. E suas técnicas de combate também não são de se jogar fora.

Ayla entra em definitivo para o grupo, após ser ajudada por Crono na luta contra os Reptites como gratidão e também por admirar a força dele. A coisa que ela mais admira no ser humano! Uma curiosidade é que na versão oficial em japonês, em determinado momento Ayla diz que gosta de pessoas fortes, homem e mulher. O que dava a entender que a guerreira pré histórica cortava pros dois lados. Mas lá na tradução americana, essa frase foi alterada, dizendo que ela respeita pessoas fortes!

magus_avatar

Magus

Nome: Magus (Maō japonês)
Nome verdadeiro: Jogue e descubra!
Era: 600 A.D. ???
Elemento: Trevas
Arma: Foice

E para encerrar a nossa lista de personagens temos Magus! Ou Maō na versão japonesa.

O “Rei Demonio” da idade média! A princípio todos acreditavam que ele havia criado Lavos que destruiu o mundo no futuro. Mas a sua verdadeira origem e identidade datam desde muito antes disso. Assim como a sua estória que se passa por várias eras. Magus a princípio é um personagem secreto, que une força aos heróis em prol de destruir um mal ainda maior.

Seu elemento mágico é as Trevas e possuí magias poderosíssimas! Além de poder utilizar técnicas de outros elementos também. Sendo o personagem focado em magia mais poderoso do jogo. Seus ataques físicos assim como sua defesa são medianos, sendo um personagem recomendável apenas para o final do jogo mesmo, devido as suas técnicas avassaladoras.

Magus possuí uma das estórias mais legais durante o game e está diretamente ligado a trama central de Chrono Trigger, estando mais para um anti-herói do que vilão. Ele é meu personagem favorito e uma vez que recrutado, não sai mais da minha equipe.

E essa é a lista dos personagens principais de Chrono Trigger, porém existem muitos outros NPCs que são tão importantes quanto. Mas falar de maneira mais aprofundada sobre eles iria entregar toda a estória.

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Dentre os mais importantes temos os três gurus: Melchior, Balthasar e Gaspar, que auxiliam Crono durante sua aventura além de fornecer detalhes e informações importantes acerca do enredo.

Vale ressaltar que na versão americana os três gurus receberam os nomes dos três Reis Magos da Biblia, que guiados pela estrela de Belém levaram presentes à Jesus Cristo em seu nascimento. Isso fez com que muitas teorias acabassem surgindo de que Chrono Trigger na verdade recontava a história da Bíblia e de que Crono seria uma analogia a Jesus Cristo.

Porém na versão japonesa seus nomes são: Gash (Balthasar), Hash (Gaspar) e Bosh (Melchior).

Os três eram figuras de status no Reino de Zeal em 12.000 B.C. Sendo conselheiros da Rainha e os poucos que não descriminavam os habitantes de Algetty por não possuírem o dom da magia. Contar mais sobre eles é estragar toda a surpresa.

Zeal era a rainha do ano 12.000 B.C. A era das trevas! Aonde aqueles que não possuíam poderes mágicos, viviam em cavernas para se proteger da nevasca que atingia todo o planeta. Sendo uma clara referência a era glacial, que se sucedeu após a queda do meteoro que destruiu os dinossauros. Aqui em Chrono Trigger esse “meteoro” tinha outro nome!

Aqueles que eram dotados de poderes mágicos, viviam sob a tutela de Zeal. Em uma ilha flutuante acima das nuvens! Aonde apenas os “Iluminados”, que já evoluíram o suficiente para dominar a arte da magia tinham o privilégio de viver.

O Reino de Zeal!

O Reino de Zeal!

Esse é o arco mais legal do jogo todo e foi inteiramente escrito por Sakaguchi. E é também a parte que mais contem spoilers para detalhar aqui. Então, ta esperando o que? Bora jogar e quem sabe Queen Zeal não te receba com uma xícara de chá!

Outro personagem fundamental no desenrolar da trama, sendo cogitada a princípio em até ser uma personagem jogável é Schala. A Princesa do Reino de Zeal! Sendo peça fundamental tanto no enredo de Chrono Trigger, quanto no de Chrono Cross!

Ademais podemos citar o trio de capangas de Magus: Ozzie, Slash e Flea cujo nomes são referências a músicos de respectivos nomes (Black Sabath, Guns’n Roses e Red Hot Chilli Pepper).

Mas isso também é coisa da versão ocidental. Pois em japonês eles se chamam Vinegar (Ozzie), Mayonne (Flea) e Soisō (Slash).

Outros personagens que também podemos citar são: Kino irmão/namorado de Ayla. Fiona, uma nobre habitante da era 600 A.D. cujo sonho era reviver a floresta próxima a sua casa. Tata, um garotinho da idade média que acaba se passando por herói e finalmente Dalton, um vilão do ano 12.000 B.C.

Existem outros cuja importância também é relevante como o Chancellor do Reino de Guardia, o próprio Rei de Guardia, Cyrus o mentor de Glenn e Janus, irmão mais novo de Schalla, mas isso é um puta spoiler!

O Jogo:

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Como se já não bastasse a ótima estória e um enredo de personagens cativantes, Chrono Trigger também conta com uma das mais belas trilhas sonoras já compostas para um game. São músicas simples, porém inspiradíssimas assinadas pelo até então “novato” Yasunori Mitsuda sob a supervisão de Nobuo Uematso, que nessa época já era veterano na empresa e deu aquela força para o cara.

A obra já estava praticamente completa, faltando apenas um bom sistema de batalhas para complementar o conjunto todo. E nisso Chrono mais uma vez saiu à frente!

Active Time Battle!

Active Time Battle!

Baseado no Active Time Battle, ou simplesmente ATB que já havia sido utilizado em jogos da franquia Final Fantasy, no qual só podíamos executar alguma ação enquanto a barra de ATB estivesse cheia. Isso garantia um combate muito mais dinâmico e estratégico, visto que status como a velocidade de personagem, influenciavam diretamente na dinâmica dos turnos e no quão rápido seu personagem iria atacar.

Principalmente se fomos levar em conta que em Chrono Trigger, era possível combinar as técnicas com outros personagens na batalha! Crono usa uma técnica de espada? Ótimo! Porque não combiná-la com a magia de fogo de Lucca ou a de gelo da Marle, causando muito mais dano. As possibilidades eram muitas, pois além das técnicas duplas, também existiam as técnicas triplas, em sua maioria devastadoras. Mas para isso todos os personagens precisavam estar com as barras de ATB cheias e caso houvesse alguém na equipe com velocidade baixa, poderia atrasar todo o grupo inteiro.

Combinação de três técnicas distintas para dano massivo aos inimigos!

Combinação de três técnicas distintas para dano massivo aos inimigos!

Todos os personagens possuem técnicas combinadas, com exceção de Magus que é antissocial e não combina suas técnicas com ninguém! Exceto se você tiver um acessório equipado, só assim ele irá lhe conceder a graça de fazer uma técnica tripla com o restante da equipe.

Mas não foi só nesse quesito que o sistema de batalhas de Chrono Trigger inovou, diferentemente da maioria dos outros RPGs, os combates não eram aleatórios. Os inimigos estavam espalhados em posições estratégicas pelo mapa, sendo possível até desviar deles. Mas uma vez em que entrasse no campo de visão de um inimigo, o combate se iniciava. Não havia tela de transição e as lutas se desenrolavam no mesmo local. Nada de ser transportando para uma tela diferente o que tornavam as coisas muitos mais rápidas e dinâmicas.

Outro fator interessante é que em certos combates especiais, vemos os inimigos conversando ou reagindo quando nos aproximamos, chamando mais aliados ou até mesmo tentando nos surpreender.

Combinação de duas técnicas para dano de área reduzida!

Combinação de duas técnicas para dano de área reduzida!

A posição que todos ocupam no cenário varia de situação para a situação e isso também influencia nas técnicas e magias de área. Fora aquelas que ocupam a tela inteira, também existem as técnicas de área reduzida, que podem acertar um grupo de inimigos que estiver amontoado, ou apenas alguns que estiverem em linha reta. Além de ter monstros que para abrir a defesa é necessário levar dano de um elemento especifico ou outros que vão contra-atacar caso tenham algumas partes atingidas ou sejam atacados por um elemento errado.

É, as batalhas de Chrono Trigger eram bem estratégicas e divertidas! E há quem diga que ele está dentre os RPGs mais difíceis do Super Nintendo. Eu discordo totalmente, uma vez em que se pega as manhas e você passa a conhecer seu oponente, da para zerar sem sequer ver a tela de game over!

Chrono Trigger pode assustar na primeira vez em que jogamos, mas no geral é um jogo de dificuldade bem mediana! Não há nada como as Weapons e bosses especiais de Final Fantasy. Apenas um ou outro chefe opcional que você pode enfrentar lá para o final do jogo mesmo. Um dos mais chatos que eu me recordo é o Son of Sun.

Se ainda duvida dos gráficos, essa imagem já fala por si só!

Se ainda duvida dos gráficos, essa imagem já fala por si só!

Bem, eu ia abrir um paragráfo inteiro para só falor dos gráficos de Chrono Trigger, mas creio que isso seja completamento desnecessário. Já que ele está entre os tops do SNES nesse quesito. Para mim perde apenas para Tengai Makyō Zero e Star Ocean, mas aí já são exceções!

Após terminá-lo pela primeira vez, você irá abrir o modo New Game + aonde será possível recomeçar a sua aventura, porém com todos os itens e status com o qual  terminou! Isso é muito útil principalmente para quem quiser conferir todos os finais do jogo e aproveitar cem por cento tudo o que o jogo tem a oferecer, visto que é impossível de conseguir tudo de uma vez em uma única partida!

Outras Versões:

Chrono Trigger também teve um port para o PlayStation lançado em 1998, sendo basicamente o mesmo jogo, porém com cenas animadas produzidas pelo o mesmo estúdio de animação responsável pelo anime Dragon Ball. As animações são lindíssimas e detalham ainda mais os momentos chaves da aventura. Porém, devido aos loadings característicos da plataforma, essa versão acabou ficando um pouco prejudicada, já que há um delay bastante chato antes de entrar nos menus e no início de cada batalha. Não chega a ser um defeito grave ou muito menos que atrapalhe a experiência do jogador, mas convenhamos que é bem perceptível e acaba por irritar as vezes.

Fora as cenas animadas, o jogo conta com um final extra que faz ponte com o ainda “vindouro” Chrono Cross, além de perfumarias como galeria de personagens e etc.

Em 2008 outro port foi feito para o Nintendo DS esse contendo além das cenas animadas da versão do PSX, alguns extras interessantes e um novo boss final, que faz ainda mais alusão ao seu sucessor Chrono Cross. Além de menus retrabalhados para as duas telas do portátil, um mapa das dungeons e tradução para o inglês refeita e mais fiel a versão japonesa. Visto que no original para o SNES o jogo foi traduzido por uma única pessoa em apenas um mês.

E a Square realmente não cansou de mamar nessa teta! Em 2011 saiu uma versão para smartphones e tablets, sendo basicamente o mesmo port da versão do DS. Eu nunca joguei, mas já viu diz que não ficou tão boa quanto a do Nintendo DS.

E finalmente, encerramos aqui!

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Mas como esse texto já estava ficando imenso e ainda por cima estava/estou cuidando da migração do site, na próxima parte falaremos sobre o “obscuro” Radical Dreamers e o “polêmico” Chrono Cross, seu sucessor espiritual!

E quem sabe não me animo em escrever um artigo sobre Breake também!

Mas já aviso que escrever sobre Cross não será nada fácil! O jogo possui um dos enredos mais complexos e complicados que eu já vi. Eu acho a estória desse jogo até mais complexa do que a de Xenogears por exemplo,  então tenha em mente uma coisa: VAI demorar! E provavelmente vai conter spoilers, tanto de Trigger, quanto de Cross!

Aqui eu consegui pegar leve e evitar a maioria dos spoilers desnecessários para quem (caso ainda haja alguém nesse planeta que ainda não tenha jogado) quiser jogar, mas com Chrono Cross não garanto! Até porque seria muito difícil explicar sua trama sem soltar algo que possa comprometer a experiência de quem ainda não jogou!

E para complementar vou deixar linkado aqui a ótima análise do Velberan, que além de falar tudo o que já foi citado aqui, ainda ta repleta de extras e curiosidades acerca de clássico! Então se ficou com preguiça de ler, corre lá, vê o vídeo e aproveita para assinar o canal do cara!

Então até a próxima!!! Que o Supremo Ornitorrinco Macho Virgem, estejam com vocês!!!

Live A Live


Um sentimento capaz de transcender o tempo e o espaço…

Ódio! Esta talvez seja a melhor maneira de se descrever a essência desse jogo (não meus amigos, isso não quer dizer que eu sinta ódio do coitado do jogo). Apenas joguem e vocês vão entender o motivo de eu ter iniciado esse paragrafo utilizando esse substantivo e o quão importante e destrutivo pode vir a ser esse sentimento.

Live A Live foi lançado apenas no Japão para o Super Famicom em 1994, desenvolvido e distribuído pelas mãos da antiga e “saudosa” SquareSoft (atual Square-Enix) e traduzido muitos anos depois por fãs, para o inglês através da nossa querida Aeon Genesis.

Live A Live é mais uma daquelas pérolas obscuras que quase ninguém conheceu ou sequer ouviu falar, seja por ter sido ofuscado por outros grandes títulos da empresa lançados na mesma época ou pela restrição territorial. O que é uma pena já que o jogo é incrível e muito diferente dos RPGs convencionais até então.

Tela de título!

Tela de título!

O jogo se divide em várias histórias e temáticas diferentes, cada uma delas com seu respectivo protagonista. Desde tempos remotos como a pré-história, o Japão feudal, passando pelo velho oeste à um futuro distante. Há até uma clara referência e homenagem a saga Street Fighter. E a obra de ficção cientifica: 2001: A Space Odissey! Tudo isso muito bem trabalhado e amarrado em um único jogo.

É possível escolher a ordem e o capítulo em si a ser jogado, selecionando um dentre os sete protagonistas disponíveis. Após terminar um capitulo, basta selecionar outro e começar uma nova aventura, COMPLETAMENTE diferente da anterior. E isso é o mais legal desse jogo! Apesar de você não entender nada à principio pois nenhuma das histórias inicialmente parecem ter sequer uma virgula de conexão com a outra, te dando a impressão de estar jogando um jogo totalmente diferente; se não fossem mantidas as mesmas estruturas de menu e mecânicas do sistema de batalhas, bem legal por sinal. Lembrando muito os RPGs táticos e altamente estratégico.

Apenas após completar os sete capítulos iniciais é que as coisas começam a fazer um pouco de sentido, mas ainda assim o jogo guarda o melhor para o final, além de uma surpresinha extra que amarra lindamente a intrincada trama e tudo de fato se conecta, o que é óbvio não vou contar aqui!

Cada um desses personagens irá lhe conferir uma aventura completamente diferente!

Graficamente o jogo é bem simples, mas também não chega a incomodar. Lembrando um pouco Final Fantasy V, tanto nos sprites dos personagens quanto ao acabamento dos cenários. Não chega a ser lindo, mas está muito longe de ser feio.

Quanto a trilha sonora é boa e envolve o jogador na aventura cumprindo bem o seu papel! Porém não me vem a mente nenhuma faixa realmente memorável, que quelas que grudam na cabeça e lhe vem a mente toda vez que se ouve falar do jogo, o que também não é um defeito. Vamos lembrar que “estamos” em 1994, ano do lendário Final Fantasy VI… então já viu né!?

Eu tive o prazer de zerar esse game alguns anos atras ao lado de minha namorada que também acompanhou toda a história e ficou surpresa com a maneira que tudo é amarrado ao final da trama. O único arrependimento que eu tenho é de fato não tê-lo jogado antes. Pois apesar da estrutura simples e uma temática de “viagem no tempo” o jogo não bebe nem um pouco dos clichês do gênero, contando com uma originalidade absurda para sua época. Além de dificuldade um tanto quanto acima da média, tendo em mente odos esses fatos chega a ficar até meio obvio do porque do jogo nunca ter sido lançado fora do Japão, talvez Live A Live em 1994 fosse um pouco demais para a maioria dos jogadores ocidentais, isso obvio na mentalidade dos executivos da Squaresoft!

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Se você que é fã do gênero e nunca jogou, vale a pena dedicar algumas horas de seu tempo nesse fantástico RPG. Live a Live foi um dos jogos mais originais em que eu já tive o prazer de jogar!

Dual Orb II


Quem nunca ouviu falar sobre Chrono Trigger ou Final Fantasy? Ou quem sabe Dragon Quest, Ys? Grandia? Mas, e se nos aprofundarmos um pouco mais nesse mar de RPGs games, o que iríamos encontrar?

Tela de título!

Tela de título!

Bem, é o que vamos descobrir aqui nessa nova série de posts especiais. Nossos mergulhadores irão se aprofundar até os confins do oceano deste mundo maravilhoso que tanto nos encanta desde dos meados dos anos 80 e quem sabe até desbravar por completo várias dessas joias raras encontradas, que por algum motivo ou outro nunca emergiram na “superfície” maistream do gênero!

Mas já adianto que tudo não vai dar! Pois a lista é imensa, mas faremos o possível para trazer até vocês as pérolas escondidas de forma mais detalhada e ilustrada possível!

Vale lembrar que esse trabalho nunca seria possível se não fosse a dedicação e o empenho de diversos grupos de tradutores, que em idos dos anos 2000 e até hoje, fazem a festa e a alegria dos fãs do estilo, sempre trazendo uma outra dessas jóais já devidamente lapidada em um idioma que possamos compreender plenamente!

RPGs perdidos no Japão ou que quase ninguém conhece!

Pra começar, vamos falar de um jogo que é pouco conhecido por nós, meros ocidentais que não tivemos a sorte de nascer no arquipélago japonês (ao menos quando se trata de jogos), porém foi uma das mais gratas surpresas que um RPG gamer pode descobrir, graças ao advento da emulação e do ROMHACKING: Dual Orb 2 do Super Famicom (para quem não sabe, o Super Nintendo Japonês)

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Dual Orb II

Lançado em 1994 pela I’MAX e distrubuído pela propria Nintendo na terra do Sol Nascente, o jogo conta com gráficos e sprites bélissmos para a época e a plataforma, quebrando o paradigma de que só a até então SquareSoft e Enix – e posteriormente também a Tri-Ace sabiam como levar a plataforma ao limite de sua paleta de cores em se tratando de RPGs.

Dual Orb 2, pode ser um RPG simples e arcaico mas que possui todas as características que estamos acostumados nos RPGs de grande renome, como Final Fantasy, Chrono Trigger e Dragon Quest! Não que isso seja um defeito! De forma alguma, isso somente facilita a interação do jogador com o jogo.

Ao começar o jogo, você assistirá a uma breve animação animação (não, nada de CGs pré rendirazadas, é tudo pixel mesmo, vamos lembrar que ainda estamos no Super Nintendo). Nela você verá dois jovens salvam a humanidade de um dragão através do Orb! E mais nenhum detalhe é revelado. Alguns séculos depois o High Priest do reino de Garade encontra um bebê abandonado na neve, em uma cadeia de montanhas proxima a região. Ele por sua vez leva o bebê até ao castelo aonde o rei decide adotálo e tomálo como um morador real criado pelo sacerdote.

O muleque então cresce ao lado de Lagnus o herdeiro de Garade, que é um tanto obcecado por aventuras e poder. Quando ambos atingem quase a fase adulta, uma nova ameaça surge no mundo! Uma ameaça do passado… E é ai que nosso jogo realmente começa!

Seguindo este contexto você, Lagnus e várias outras companhia partem nesta incrível jornada onde seu objetivo principal é deter o reino de Kardosa que almeja destruir o mundo (pra variar, o mundo dos RPGs realmente devem ser lugarem bem inóspitos para se viver, pois sempre tem alguém querendo destruí-los) com sua tecnologia avançada guiado pelo professor Hardwick! Para evitar isso somente reunindo as três Gemas e invocando o Orb, para impedir o fim da humanidade!

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A jogabilidade do game é realmente simples e eficaz! Basicamente você irá mover-se e explorar o ambiente, o que não será tarefa árdua para qualquer jogador inciante. Basta andar de lá para cá, examinar algumas estantes em busca de itens e falar com todo mundo diversas vezes (básico em qualquer RPG, examine tudo, fale com todos e lute bastante).

Quanto as armas há algo realmente de inovador aqui (ao menos para sua época!) O Blacksmith, o ferreiro aonde é possível pagar para dar um “empurrãozinho” em suas arma e torná-la cada vez mais eficiente, até que se torne poderosa o bastante para os desafios que hão de surgir! Toda arma tem 20 níveis de força, contando o zero e esquecendo das amaldiçoadas que têm o -1! Inicialmente o preço é 200, depois 400, depois 800 e assim progressivamente, pouquinho né? Mas dependendo da arma no final cada upgrade poderá custar cerca de 100.000 Gold! Uma verdadeira facada no peito! Isso é legal por um lado, pois não tem que comprar a cada cidade nova novos equipamentos, porém é ruim porque muitas vezes você consegue uma espada e apesar dela estar mais fraca quando consegui-la, após ser evoluída poderá se tornar muito mais forte que uma Long Sword inicial, ou até mesmo se tornar uma arma bem acima da média!

Na parte sonora o jogo deixa um pouquinho a desejar, apesar de conter algumas faixas até que divertidas e coerentes, ao menos eu não me lembro de nenhuma musica realmente memorável de sua trilha sonora, apesar de nunca ter terminado o jogo propriamente dito! Talvez esteja mais do que na hora de dar aquela jogadinha esperta e conduzi-lo até o seu desfecho, o que acham?

Perdidos no Japão é uma série especial, aonde iremos abordar a maioria dos J-RPGs que nunca foram lançados oficialmente no ocidente, mas que tiveram sua devida localização realizada por fãs, fica aqui uma homenagem aos romhackings, que por muitos e muitos anos, dedicaram boa parte de seu tempo e esforços, para trazer a nós ocidentais verdadeira pérolas do arquipélago japonês!

 

 

 

Star Ocean 2 – The Second Story


Aventura épica em um Oceano de Estralas!

O planeta Expel, um mundo exuberante no qual a beleza de seu ecossistema pode ser encontrada aonde quer que você esteja. Porém tudo isso mudou após a queda de um meteorito há três meses atrás. O que antes era um belíssimo lugar, com rios de água cristalina e ar tão puro que nós terráqueos jamais iremos ter o privilégio de respirar, começou a ser invadido por monstros e criaturas estranhas, enquanto que fatos desconhecidos começavam a ocorrer em todo o planeta.

A população de Expel denominou o meteorito como “Sorcery Globe” e atribuiu a ele a culpa do caos que o planeta estava passando. Porém nem tudo estava perdido, segundo uma lenda que corria entre os moradores locais de Expel, um guerreiro vestindo roupas estranhas e sua “espada de luz” viria de outro mundo para salvá-los, sendo assim a única esperança deste povo, se tornando o herói da profecia!

E assim se tem início a Saga de Star Ocean – The Second Story. Um ótimo trabalho para o PlayStation, diga-se de passagem, com um enredo envolvente e personagens super cativantes e carismáticos. Com gráficos que utilizam eficazmente todos os recursos que a plataforma tem a oferecer.

Claud Kenny

Claude Kenny

O jogo possuí dois personagens principais, Rena Lanford e Claude Kenni (filho do lendário piloto da Calnus: Ronixis J. Kenni e um dos heróis do primeiro Star Ocean). Assim que iniciamos um novo jogo, você deve escolher qual dos dois será o seu personagem principal. Esta escolha muda o jogo em dois fatores: se você escolhe Rena você irá ver a história dela e os fatos irão ocorrer sob sua perspectiva, o mesmo acontece com Claude Kenni. Há também uma pequena mudança quanto aos personagens que você irá encontrar durante a sua jornada. Ao total o jogo possui 12 personagens diferentes, sendo que um deles (Leon) só ira entrar permanentemente para o grupo na história de Claude, enquanto Dias Flac apenas na história de Rena.

Renna Lanford

Renna Lanford

O grupo comporta apenas 8 personagens, desses oito, apenas quatro são utilizados em batalhas. Sendo que entre eles existem algumas divergências, a ponto de que se  escolher um terá que abrir mão de outro; dessa maneira você nunca chegará ao ponto de ter os oito personagens em seu grupo e encontrar mais um que queira entrar para sua equipe. Isso ocorre com Opera e Ashton, no qual um não vai entrar se o outro já estiver. O mesmo também ocorre com Bowman e Precis, e Ernest só entra para o grupo se Opera já estiver. Dessa maneira para conseguir jogar com todos os personagens possíveis, você teria que jogar três vezes.

O jogo é dividido em dois CD’s, que pode-se considerar como sendo dois grandes capítulos: o primeiro gira em torno de encontrar o meteorito que está causando os problemas em Expel, enquanto que no segundo ocorre os eventos seguintes e o desfecho após esse fato. Infelizmente o nível do enredo da uma caída na segunda metade em diante, mas nada que chegue de fato a denegrir a qualidade do mesmo. O jogo possui algumas cenas em CGIs pré renderizadas que até são muito bem feitas (para a época), mesclando traços de anime/mangá para os personagens principais e cenários gerados através de modelagem 3D, coisas da época…

Gráficos e trilha sonora:

Os cenários são todos pré renderizados (como a maioria dos jogos da plataforma) e muito rico em detalhes: a água, por exemplo, é tão bem feita que até o reflexo dos personagens foi reproduzido (algo que era praxe nos jogos da Tri Ace), o que deixava tudo com um ar mais realista e interessante. Mas infelizmente não são em todos os momentos o cenário mostra uma beleza exuberante, existem sim áreas ao ar livre que são muito bonitas e detalhadas, enquanto outras nem tanto. Já os interiores, muitos deles parecem terem sidos modelados às pressa e é possível notar até mesmo texturas padrão que vinham com o 3D Studio MAX na época.

A beleza de Expel é retratada nos belíssimos gráficos pre renderizados!

A beleza de Expel é retratada nos belíssimos gráficos pre renderizados!

Os personagens, apesar de serem sprites 2D, também foram muito bem trabalhados e animados para que não ficassem feio, e no final tudo se encaixa perfeitamente formando um belo conjunto na obra como um todo. As música também não ficam para trás! O estilo de game music já consagrado pelo lendário Motoi Sakuraba, se faz presente em todos os momentos, cheio de efeitos sonoros e detalhes em todos os aspectos, possuindo vozes para muitas falas do jogo, seja usando um item, uma magia ou uma técnica de espada. Afinal, vocês esperavam o que? Se no Super Nintendo a Tri Ace já tirava leite da pedra com samplers de voz nos cartuchos de Tales of Phantasia e no primeiro Star Ocean, no PlayStation com toda a liberdade da mídia CD e um hardware superior que eles não iria relaxar e fazer feio! E de fato, não fez mesmo!

O Jogo:

Algo bem interessante no jogo também são as “Private Actions”, ou seja, ações privadas de cada personagem, mas o que é isso? Nada mais é de que a interação dos personagens com o cenário e entre eles mesmos.

Reflexo dos personagens na água, característica da Tri Ace!

Reflexo dos personagens na água, característica da Tri Ace!

Quando você possui mais de um personagem no grupo e for entrar em uma cidade, existem duas formas: 1. entrar todo mundo junto (o comum, utilizado em todos os jogos de RPG), 2. Apertando “quadrado” no controle do seu Playstation. Dessa forma o grupo irá dividir-se pela cidade, cada um irá para um local que o mais o agradar, e dessa forma você ficará apenas com o personagem que escolheu no inicio seja Rena ou Claude. Mas e agora? No que isso interfere na história principal? Bem algumas “private actions” são apenas para enriquecer o jogo em mais detalhes, pois nelas você acaba conhecendo um pouco mais dos personagens de seu grupo, mas outras são realmente importantes para o bom andamento do jogo, seja para conseguir informações, seja para conseguir itens ou até mesmo um novo personagem, ou quem sabe até um final um pouco diferente, dependendo do nível de sua afeição para com tal personagem. Tudo pode acontecer, pois você vai estar interagindo.

Falando em finais, há algo bem interessante a se falar: o jogo possui 86/87 finais possíveis, (isso mesmo! Ok, que na maioria são apenas variações que mudam um dialogo ou outro, ou uma ou outra cena diferente), mas isso vai depender de suas escolhas, suas ações e o relacionamento dos personagens com os demais demais membros do grupo. Dessa forma o jogo dá ao jogador um bom motivo para se jogar de novo, pois com tantas possibilidades de finais, personagens e “private actions”, fica impossível de se ver tudo durante uma unica jogatina. Do mesmo modo que é possível terminar o jogo com 08 personagens é possível terminar o jogo com apenas os principais, recusando todo os outros que aparecer. Claro que dessa forma irá dificultar e muito.

Quebrando os limites!

Outra coisa que difere Star Ocean de vários outros RPG é o nível alcançado pelos personagens, fugindo a regra de que o nível máximo tem que ser 99 ou 100, como na maioria. Aqui é possível evoluir até o nível 255, mas para isso meu jovem, você terá que ralar muito! Mas bota muito nisso, além de ter várias e várias horas de jogo e uma paciência de Jó, para ficar lutando por horas e horas a fio.

A cada nível ganho, além de aumentar seus atributos e ganhar habilidades e poderes especiais, você também ganha alguns pontos chamados de “Skill Points” ou em bom português, pontos de perícia ou pró-eficiência, pois no decorrer do jogo você poderá “comprar” algumas habilidades que te ensinam automaticamente certas perícias. Tais habilidade variam desde pintar, passando por cozinhar, tocar algum instrumento e até a roubar, essa ultima pode lhe render bons itens, dependendo de quantos pontos você você dedicar à elas. Isso deixa o jogo bem mais interessante, pois existem diversos tipos de itens que variam desde comida a até armas poderosíssimas, que podem ser criadas a partir de uma habilidade adequada. Mas não se preocupe, o jogo não impõe a utilização dessas perícias como um fator importante para o bom desenvolvimento do jogo. Alias, é possivelmente concluir-lo sem sequer dar atenção à essas opções, mas não deixa de ser um extra a mais que no final pode lhe render bons frutos.

O Sistema de Batalhas

O sistema de batalhas é super dinâmico e interativo!

O sistema de batalhas é super dinâmico e interativo!

Agora vamos adentrar os combates de Star Ocean 2, que foi muito bem elaborado e é totalmente interativo. Mas antes me deixe falar um pouco sobre os tipos de técnicas utilizadas, existem dois tipos: as magias e as técnicas comuns, sejam elas com armas ou técnicas com qualquer outra coisa, a diferença é que se tratando de magias você as usa normalmente no menu correspondente, escolhendo a que quer utilizar e pronto! Quanto as técnicas, você escolhe apenas duas por vez, colocando cada uma em um botão que a ativa durante a batalha, sendo assim você apenas usa duas técnicas por vez, e se quiser usar outra diferente terá que ir ao menu e mudar. Não há como alterar isso, cada personagens já vem definido e quem usa um modo sempre usará esse modo e ponto.

Outro detalhe é que enquanto nas dungeons e nas cidades os gráficos são pré renderizados, durante as batalhas temos um cenário totalmente poligonal! Com direito a rotação de câmera e zoom!

É ou não é uma fofura?

Durante as batalhas os cenários ficam totalmente em 3D, com direito a rotação de câmera e zoom! É ou não é uma fofura?

Outro fator interessante nas magias/técnicas é a “proficiency” ou capacidade, em termos de jogo quanto mais você usar uma magia/técnica mais hábil nela você ficará, e dessa forma ela ficará mais forte. Agora vamos ao sistema de batalha, quando você começa o jogo você tem a opção de escolher se quer ativo, semi-ativo ou padrão, isso influi pelo seguinte fato: o sistema de batalhas é todo interativo, todos podem andar e mover-se livremente, tanto inimigos como aliados. Você não fica em um lugar e os inimigos em outro, dessa maneira a luta fica mais real e interativa, pois não basta apenas selecionar uma opção no menu, e seu personagem atacar e o inimigo levar dano do nada! Se você atacar pode errar o golpe por que o inimigo é mais rápido e desviou, ou se defendeu anulando o golpe. Os modos que você escolhe no inicio modifica o sistema de batalhas deixando ele mais interativo ou não.

Eu por exemplo, prefiro interativo, pois deixa as lutas mais realista e emocionante, além de requerer um pouco, mesmo que minima habilidade com os controles, como em um action RPG mesmo. Mas não para por aí a interatividade nas batalhas não, o cenário mais vez tem seu espaço, pois o cenário também atua nas batalhas, como? Por exemplo, se estivermos lutando em uma caverna a a mesma tiver aqueles carrinhos sob trilhos, às vezes eles passam pelo cenário de batalhas e se você estiver no caminho será atropelado! Mas calma, que os inimigos também sofrem o mesmo se ficarem na frente. Durante as batalhas você pode escolher controlar apenas um personagem ou ficar trocando entre os demais, dos oito possíveis, apenas quatro batalham por vez, como já foi dito no inicio. No menu principal você tanto pode escolher quem será o líder, ou seja quem vai ser o personagem que você ira controlar no campo de batalhas, enquanto os outros são controlados pela IA. Mas você pode mudar a hora que quiser de líder, outra coisa é o posicionamento do grupo que pode ser alterado, isso é a forma como o grupo vai ficar alinhado durante batalha, que pode ser todo mundo formando uma linha, ou os dois personagens mais fortes e com maior defesa  na frente, enquanto os outros ficam de suporte na retaguarda, enfim, é você quem escolher a melhor estratégia para os personagens que tem.

Star Ocean é um jogo cheio de detalhes até no menu de status, aonde existem muitos dados dos personagens, como uma foto e peculiaridades de cada um, por exemplo: comida preferida ou talentos próprios. Que podem ir sendo alterados com o decorrer do jogo. Você pode descobrir quem gostam mais de um determinado tipo tipo de comida ou descobrir novos talentos que não sabia que tinha até serem usados.

Versão Recauchutada:

Para encerrar, Star Ocean 2 também recebeu um port para o PSP em abril de 2008 no Japão, sob o título de Star Ocean Second Evolution, sendo lançado no ocidente em janeiro de 2009. O jogo trata-se de uma versão um pouco mais polida e aprimorada do que o original do PSX, contando com novas animações e uma nova intro. Além de avatares dos personagens totalmente redesenhados durante os diálogos mais importantes.

A versão do PSP conta com vozes na maioria dos diálogos e avatares dos personagens para aproveitar melhor o espaço da tela!

A versão do PSP conta com vozes na maioria dos diálogos e avatares dos personagens para aproveitar melhor o espaço da tela!

Graficamente o jogo é basicamente o mesmo adaptado para o formato da tela do PSP, ao contrário do remake do primeiro Star Ocean lançado para o Super Nintendo em 1996, que foi refeito do zero encima desta mesma engine. Fora isso o jogo conta com um personagem a mais e em consequência disso novas “private actions”, e mais variações de finais além de algumas melhorias nos diálogos que agora são quase todos dublados, sendo hoje a versão definitiva desse jogo, não que a versão original do PlayStation tenha ficado defasada, mas querendo ou não é a versão mais completa!

Então aqui eu me despeço, deixando vocês com água na boca para jogarem esse jogo.  Star Ocean 2 é um jogo cheio de segredos e bem feito, mesmo levando em conta alguns deslizes e limitações da época. Considerado por muitos e por mim como o melhor da série (ainda não joguei o 5). Star Ocean 2 é um jogo que deve ser degustado e apreciado aos poucos. E para quem quiser descobrir todos os segredos e ver 100% da história, se preparem para jogar e jogar várias vez e evoluir seu personagem até o nível máximo, só assim você irá conseguir… ops… essa fica para uma próxima vez!

Konami Tears


Eu fiquei quieto por tempo demais… DEMAIS!

Afinal, o que diabos está acontecendo com a Konami? Desde março do ano passado, muito se especula sobre o futuro da empresa nipônica e as decisões polêmicas que a mesma tem tomado.

Cancelando o AGUARDADISSÍMO Sillent Hills, a novela que foi a demissão de Hideo Kojima, rumores sobre más condições de trabalho e falta de ética. Afinal, retirar o nome do próprio criador do game nas prateleiras e proibi-lo de ir receber um prêmio do jogo que ele criou, não me soa nem um pouco ético por parte da Konami, alias de empresa alguma! Bem, esses foram só alguns exemplos das canalhices feitas pela empresa nos últimos tempos, pois quem acompanhou sabe muito bem do que estou falando, foi uma chuva de merda que pelo visto ainda está bem longe de acabar!

Simplesmente, Hideo Kojima!

Simplesmente, Hideo Kojima!

Houve um tempo em que a Konami era sinônimo de qualidade e maestria no desenvolvimento de jogos. Quem não se lembra do icônico Gradius? Do lindíssimo Contra? Dos horrores e bizarrices de Sillent Hill e claro, da eterna luta dos Belmonts contra o famigerado Conde Dracula em Castlevania? Só para citar alguns exemplos da supremacia da empresa e de seu legado deixado para trás!

E o que falar então de Metal Gear!? Com certeza um de seus maiores carros chefes e uma das franquias mais bem-sucedida e aclamada entre os gamers, há décadas!

Com todo este histórico de títulos bem-sucedidos fica até difícil de acreditar que a nossa amada Konami do passado, tem se tornado tudo o que é hoje! Fazendo questão de enterrar suas principais franquias e se afundar cada vez mais no buraco que a própria empresa tem cavado ao longo dos anos.

Hoje, é de conhecimento popular que a Konami está mirando no mercado mobile e nos jogos de aposta com os famosos Pachinkos, (o que é perfeitamente compreensível), devido a mina de ouro que é a plataforma (Pokemon Go que o diga). Até mesmo a Nintendo e outras gigantes do ramo, já possuem sua parcela de lucros nesse nicho.

Já a decisão com os jogos de azar não vem de agora, a empresa investe no ramo desde 2005 (ou bem antes disso), revolucionando as temáticas usada nesse tipo de mercado. Mas a merda só começou a ser jogada no ventilador mesmo quando o atual CEO da empresa: Kagemasa Kozuki, disse ao site japonês Nikkei Trendy Net que o mercado mobile é onde está o futuro dos games.

“Games se espalharam para um grande número de plataformas, mas no fim das contas, a plataforma que está mais próxima a nós é mobile”

Além do baixíssimo orçamento, esse jogo permanece no top até hoje nos smartphones dos japoneses!

Além do baixíssimo orçamento, esse jogo permanece no top até hoje nos smartphones dos japoneses!

Alie isso ao lançamento de Jikkyou Pawafuru Puroyakyu, um jogo de beisebol mobile lançado em 2014, com baixo orçamento de produção, mas que permanece no topo dos games mais baixados na App Store Japonesa e a pressões feita por partidos pro-gambling, que mostra que o dinheiro arrecado pela indústria pode a bater a marca dos U$40 bilhões, e pronto! Temos o circo armado prestes a pegar a fogo!

Kagemasa Kozuki não gostava de Hideo Kojima, isso porque o mesmo gastava muito tempo e dinheiro na criação de sua principal franquia, que apesar de bem-sucedida, ao que parece não era o bastante para encher os bolsos de Kozuki. Além de que o CEO parecia forçar os funcionários a pedirem demissão, proporcionando más condições de trabalho, já que as leis trabalhistas no Japão, não são muito diferentes das do Brasil: se um funcionário pede demissão ele não tem todas as regalias do que alguém que é demitido sem justa causa.

A demissão de Kojima, foi apenas a ponta de um iceberg que durante anos não parou de emergir à superfície, visto que a relação entre Hideo Kojima e Konami nunca foi das mais amistosas e a empresa sempre foi polêmica quanto a sua administração e decisões de risco que ela vem tomando desde 2010 com a saída de IGA, dentre várias outras coisas que não vem ao caso para esse artigo, muitas delas envolvendo o próprio Kojima, que chegou até a servir de chacota e humilhado nos primórdios, simplesmente porque o cara teve uma ideia boa e revolucionária, que infelizmente estava um pouco à frente de seu tempo na época. Parece que respeito com os seus funcionários nunca foi o forte da empresa! Mas isso já é assunto para outra hora!

Mas e os fãs? Como ficam nessa história?

Ao que tudo indica a empresa não está nem aí para a sua fanbase e realmente parece estar se esforçando e MUITO para irritar cada vez mais os jogadores, que durante anos e até mesmo décadas, encheram os caixas da desenvolvedora nipônica. E tem conseguido! Ao contrário da SEGA, que vem  se mostrado cada vez mais preocupada, chegando até a fazer pesquisas e buscando se redimir de suas cagadas com seus fãs de longa data, a Konami parece simplesmente estar querendo enterrar de vez o seu legado embaixo de sua própria merda. Como se quisesse a todo custo esconder o seu passado de gloria nos árcades e consoles domésticos.

Como se não bastasse cancelar Sillent Hills, inclusive removendo sua demo permanentemente da PSN, transformar suas principais franquias em caça-níqueis literalmente! A atrocidade que foi Castlevania: Lords of Shadow 2 – durante a Gamescom 2016, a empresa apresentou o trailer do novo Metal Gear Survive, obviamente sem contar com a produção de Hideo Kojima. O resultado? Bem, já era de se esperar: outra atrocidade, enterrando de vez mais uma franquia clássica e boa da empresa.

Nele podemos ver aparentemente um jogo de tiro cooperativo contra zumbis (isso mesmo, você não leu errado), dentro do universo de Metal Gear, que parece lançar por terra todos os elementos clássicos de jogabilidade que tanto consagrou a série!

Alie isso a uma história sem pé nem cabeça, aonde buracos de minhocas são abertos sem lógica alguma levando os soldados da Mother Base para essa realidade alternativa. Oi!?

Logo após o trailer ser divulgado, muitos jogadores se revoltaram e o número de dislikes no vídeo disparou, chegou até mesmo a superar as propagandas da Vivo.

O ódio foi tanto, que o gerente de comunicações da Konami: Robert Allan Peer, rebateu as críticas negativas do game no Twitter, dizendo:

“Algumas pessoas estão de fato chateadas” – (algumas?) – “Várias pessoas têm expectativas diferentes em relação aos seus títulos favoritos. A Konami tem trabalho a fazer para que as pessoas se interessem pelo novo game”

Pois bem, meu caro Robert, de fato a Konami tem MUITO trabalho a fazer, para começar pedindo desculpas à fanbase pela chuva de merda que a desenvolvedora tem defecado sob nossas cabeças.

Se eu que não sou fã assumido de carteirinha da saga, já senti asco e revolta com esse trailer, imaginem só quem realmente é fã fervoroso e de longa data? Respeitem os jogadores e refaçam essa atrocidade genérica do ZERO! Eu sei que deve ser praticamente impossível de se fazer um Metal Gear “de verdade” sem Kojima, mas ao menos se esforcem para isso! Já que ninguém mais é moleque para se deixar levar por modismos com o nome da famosa propriedade intelectual.

E mesmo que Metal Gear não seja minha franquia predileta, não há como negar a importância e a grandiosidade que esses jogos representam ao mercado como um todo.

 

 

 

 

 

 

 

Terranigma


“O Planeta possui duas faces.
Uma face externa e a outra interna.
O Lado da Luz e o Lado Negro.
46 bilhões de anos desde o nascimento do planeta (acho que esqueceram da vírgula ai),
Crescimento e Declínio possuíam vontades antagônicas.
Na vontade do Lado da Luz, temos uma nova vida a florescer.
Já do Lado Negro, temos a vontade de que eras de gelo venham a surgir.
O desejo do Lado da Luz, é de gerar criaturas inteligentes.
E então, uma era de rápido progresso se inicia.
O desejo do Lado Negro, é gerar medo e desarmonia.
Eles são chamados também de ‘Deus’ e ‘Demônio’.”

São com essas palavras é que se inicia Terranigma. Um jogo, diga-se de passagem, no mínimo interessante! Jogo este que desfecha uma trilogia iniciada pela ENIX em 1992, para o Super Nintendo que conta com outros dois grandes jogos: Soul Blazer, Illusion of Gaia e por fim Terranigma, este o último e considerado por muitos o melhor episodio da “saga”. Produzido pela Quintet  em 1995, vemos o quanto o trabalho da empresa evoluiu ao longo dos anos, tanto artisticamente quanto no quesito gameplay. Aqui temos um jogo praticamente obrigatório a qualquer fã do gênero, com todos os quesitos muito acima da média e um sistema de jogo que fará você jogar e jogar cada vez mais! Aliando muito bem o estilo RPG e Ação.

Esta pequena vila, parece ter saído diretamente de um sonho!

Esta pequena vila, parece ter saído diretamente de um sonho!

Apesar de excelente, Terranigma passou despercebido pela maioria das pessoas em sua época, isso devido à sua má veiculação na America do Norte. O jogo foi lançado em larga escala apenas no Japão e no continente Europeu um ano depois, não sendo liberada nos EUA, creio eu devido aos atrasos na época de lançamento ou porque o já “cansado” super Nintendo, cedia lugar aos consoles da concorrência, mais potentes e mais novos nos lares americanos.

Eu mesmo, só fui conhecer ele muitos anos depois já no auge da emulação. E confesso que SÓ AGORA o peguei para jogar decentemente. É, fazer o que! Antes tarde do que nunca, né?

Aqui, iremos encarnar Ark, um garoto “arteiro” e indisciplinado, que vive feliz e tranquilo em uma pequena vila no interior do planeta, chamada Crysta. Além de ser o queridinho de sua melhor amiga Elle, a garota “sensação” dessa pequena vila. Fazendo com que muito de seus amigos sintam inveja dele, afinal, quem não gostaria de ser acordado todo dia pela garota mais bonita do pedaço? Mas… sempre tem um “mas”, nem tudo é o que parece nesse vilarejo. E tão logo, Ark descobre uma porta, no qual ele e seus amigos foram instruídos pelo próprio prefeito a nunca abrir! Mas a curiosidade acaba falando mais alto e após voltar de um breve passeio para se desculpar de mais uma de suas traquinagens, Ark se ve em um dilema entre seus colegas estão tentando arrombar a porta de qualquer forma, cabendo a você decidir ou não, se quer participar dessa “brincadeira”. Independente de sua escolha, a tal porta acaba sendo aberta, e é ai que os problemas realmente começam! La dentro, Ark descobre uma estranha caixa juntamente com uma pequena criatura que irá guiá-lo durante toda a sua jornada, além de explicar sobre a tal caixa misteriosa, que também serve como o menu do personagem.

Dentro da Caixa!

Dentro da Caixa!

Após esses eventos, todos os moradores da vila são congelados, incluindo sua adorada Elle! Com exceção dele mesmo e do ancião da vila, que aparentemente estava fora.

A partir dai é que a aventura realmente começa. Ciente do tamanho do problema, o prefeito instruí Ark a sair para “fora da vila”, aonde cinco torres o aguarda. E somente assim as pessoas de Crysta poderiam voltar ao normal. Mas afinal, o que é “fora da vila”? É isso o que vamos descobrir agora mesmo! Ao colocar os pés para fora do portal, temos um verdadeiro “choque” com a realidade. Crysta, àquela vila que parecia ter saído de um sonho, está em um mundo completamente hostil e inóspito. Afinal, estamos no interior do planeta! Rios de lava, formações geológicas assustadoras e a desolação tomam conta da paisagem! É como a expressão “pensar fora da caixa”; muitas vezes estamos tão fechados em nossos próprios “mundos” ou cotidianos, que esquecemos completamente o que de fato há la fora! E a verdade, quase nunca é tão bela quanto aquilo o que achamos!

Mas, a história de Terranigma vai muito mais além disso. Logo você descobre que cada uma dessas torres, representa um dos continentes do mundo da superfície e sendo assim, além de libertar os moradores de Crysta, Ark também tem a difícil tarefa de libertar as almas de todos os seres vivos do mundo exterior, e sendo assim reconstruir todo o planeta!

Fora da Vila!

Fora da Vila!

Contar mais de fato é estragar a surpresa, além do mais ainda estou jogando e posso lhe dizer que o jogo vai ficando cada vez melhor!

Graficamente o jogo é um espetáculo para os olhos, se levarmos em consideração a plataforma. Illusion of Gaia, já contava com gráficos muito bonitos e bem definidos, mas Terranigma da um passo à frente, figurando entre um dos melhores gráficos do SNES, em minha opinião! A trilha sonora é outro espetáculo à parte. Como no jogo visitamos diversas áreas do planeta e mais para frente, conhecemos varias culturas mundo a fora, a trilha sonora é bem variada e sortida, colocando o jogador realmente no clima do jogo! Rola até um sambinha em Liotto (que é baseada na cidade do Rio de Janeiro), vê se pode!

Terranigma tem se mostrado uma grata surpresa à esse jogador vos fala, embora já tivesse tentado jogá-lo muitas vezes no passado, nunca o terminei. Espero que dessa vez consiga concluir essa aventura e conhecer o seu desfecho!


Série Soul Blazer

Aproveitando a deixa, que tal falarmos um pouquinho sobre a saga “dos” Soul Blazer? Ou melhor dizendo os “salvadores de almas” ou “guiadores de almas” como vocês preferir.

Tudo começou em 1992, com o lançamento de Soul Blazer, desenvolvido pela Quintet e distribuído pela Enix para o Super Nintedo. Aqui devemos guiar um jovem que tem a missão de libertar as almas aprisionadas por um demônio conhecido como Deathtoll. A aventura se desenvolve em pequenas partes e conforme as almas vão sendo libertadas, uma cidade começa a se desenvolver. E sendo assim, nosso herói terá que passar por vários desafios, dungeons enormes e resolver alguns quebra cabeças, afim de continuar avançando e a libertar mais almas. Apesar de antigo, o jogo conta com bons gráficos e uma jogabilidade simples e direta. O que o torna até certo ponto viciante!

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Illusion of Gaia

Enquanto que no jogo anterior era tudo muito simples e direto, Illusion of Gaia, ou Illusion of Time (na Europa) representa uma imensa evolução em relação ao seu irmão mais mais velho. O principal destaque desta sequência é a jogabilidade mais ampla e refinada, assim como uma trama bem mais trabalhada. Aqui controlamos Will, filho de arqueólogos que desapareceram misteriosamente durante uma expedição na Tower of Babel, e foram dados como mortos.

Cabe agora ao jovem órfão Will, explorar um vasto e misterioso mundo ameaçado por uma força sobrenatural. Passando por localizações reais, como A Grande Muralha da China, Pirâmides, ruínas de civilizações perdidas, além de contar com o apoio de seus amigos e algumas ajudinhas “extras”, para assim entender melhor o mundo a sua volta e a solucionar o misterioso desaparecimento de seus pais, e óbvio salvar o mundo!

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Illusion of Gaia foi lançado em 1994, e ao menos até agora é o meu favorito dessa saga. Eu até tenho o cartucho original com a caixa, que dei a incrível sorte de arrematar em um leilão por “apenas” 90 Reais, mais o frete. Um verdadeiro achado e muita sorte conseguir isso.